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MPDFT exige explicações da PM sobre abordagem violenta com mulher no DF

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Mulher é arrastada pelos cabelos por policial militar em São Sebastião (Foto: Instagram)

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) solicitou, nesta terça-feira (5/5), à Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), a abertura de uma investigação preliminar para examinar a conduta de policiais militares após uma mulher ter sido arrastada pelos cabelos durante uma abordagem em São Sebastião. O caso foi divulgado pelo Metrópoles em matéria na coluna Na Mira.

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Simultaneamente, a 3ª Promotoria de Justiça Militar do Distrito Federal iniciou um procedimento próprio para verificar quais medidas já foram tomadas no caso. A Corregedoria da PMDF tem um prazo de cinco dias para fornecer esclarecimentos.

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O incidente ocorreu por volta das 16h do último domingo (3/5) e envolve a prisão da cuidadora de idosos Aline da Silva Souza, de 41 anos, detida após um episódio de conflito familiar.

Nos vídeos entregues ao Metrópoles, é possível ver um policial militar puxando Aline pelos cabelos e jogando-a no chão. Em outra filmagem, feita por familiares e vizinhos, o agente aparece empurrando o rosto e o corpo da mulher contra o asfalto até conseguir algemá-la.

As imagens também capturam o momento em que o genro de Aline, que não foi identificado, tenta impedir a ação. Um segundo policial responde com spray de pimenta.

A abordagem ocorreu na presença de crianças. Testemunhas afirmam que, após o uso do spray, algumas delas passaram mal e precisaram ser amparadas por moradores. Os vídeos mostram crianças chorando no local.

O advogado de Aline, Lucas Fernandes, afirma que houve uso excessivo de força por parte dos agentes. Segundo ele, os policiais tentavam entrar na residência para levar a filha da mulher, que estava com uma criança no colo, à delegacia.

“Eles usaram palavras ofensivas e agiram de forma violenta contra Aline, que foi arrastada pelos cabelos e jogada no chão sem qualquer justificativa”, afirmou.

A mulher foi levada à 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião) e passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).

Após ser liberada, Aline e o genro receberam atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Ela apresentou lesões no rosto, ombro e joelho, enquanto ele teve ferimentos em um dos olhos e na perna. De acordo com a defesa, os ferimentos foram causados durante a abordagem policial.

A Polícia Militar afirma que foi acionada para atender a uma confusão envolvendo Aline, a mãe dela e a filha. Segundo a corporação, havia a informação de que a neta teria agredido a avó.

De acordo com a PMDF, houve resistência à condução da mulher à delegacia. A mãe e o marido de Aline teriam avançado contra a equipe e foram contidos, sendo levados à delegacia, onde assinaram termo circunstanciado por resistência e desobediência. O policial responsável pela ocorrência relatou ainda que todos estariam alcoolizados.

“Ao chegarem ao local indicado para averiguar a denúncia de violência doméstica, os policiais militares foram impedidos de realizar a abordagem por familiares da suspeita. Houve desobediência às ordens legais e resistência ativa, o que gerou um cenário de hostilidade contra a guarnição”, informou a corporação.

Segundo a PMDF, diante da agitação, foi necessário solicitar apoio de outras equipes. “Os policiais utilizaram o uso seletivo da força para conter os resistentes e garantir a continuidade da diligência”, declarou.

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