
Fachada do Centro de Ensino Médio 1 do Paranoá, onde professor é investigado por injúria racial (Foto: Instagram)
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) está investigando um professor da rede pública por suspeita de injúria racial contra uma aluna de 16 anos. O incidente teria ocorrido no Centro de Ensino Médio 1 do Paranoá na última terça-feira (28/4).
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Segundo a adolescente, o caso aconteceu durante uma aula de artes. Ela relata que o professor, ao avaliar o caderno de uma colega de pele clara, comentou que, apesar das atividades não estarem boas, a jovem “teria futuro”.
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No entanto, ao verificar o caderno da vítima, que estaria semelhante ao da colega, o professor teria dito: “Você não terá futuro, você é uma favelada”. A aluna, constrangida, tentou encerrar a conversa dizendo que ligaria para a mãe. Nesse momento, o professor teria se exaltado, repetido a ofensa e pedido que ela e outro aluno saíssem da sala.
No dia seguinte, a estudante afirma ter sido novamente retirada da aula pelo mesmo professor, desta vez sem motivo aparente, o que a levou a buscar a direção da escola.
O pai da vítima relatou em depoimento que foi à escola para uma reunião com a direção. Segundo ele, quando questionado pelo diretor sobre as ofensas, o professor ficou em silêncio e, depois, afirmou que não se manifestaria sobre o ocorrido.
A ocorrência foi registrada na 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá).
O QUE DIZ A SECRETARIA DE EDUCAÇÃO
Em nota, a Secretaria de Educação do DF informou que a gestão escolar soube da denúncia através de relatos de estudantes e fez o registro formal da ocorrência.
“Os responsáveis foram prontamente acolhidos pela equipe gestora, e o professor citado foi ouvido, ocasião em que apresentou sua versão dos fatos. Segundo o docente, não houve intenção de discriminar os estudantes, mas sim de alertar sobre a importância do empenho nos estudos como forma de superação de possíveis dificuldades sociais“, destacou a pasta.
A secretaria afirmou que todas as medidas tomadas foram registradas em ata, e o caso foi encaminhado às instâncias competentes para apuração formal, conforme os procedimentos administrativos vigentes.
A pasta também esclareceu que a situação foi enviada à Corregedoria, responsável pela condução dos procedimentos de apuração, com a devida análise dos fatos e eventual responsabilização, se necessário.
“Informa-se também que o docente encontra-se afastado de suas atividades por motivo de saúde”, concluiu.
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