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PMs acusados de matar empresário com mais de 20 tiros no Rio de Janeiro

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MP denuncia PMs por execução de empresário na Pavuna (Foto: Instagram)

O Ministério Público do Rio de Janeiro apresentou denúncia contra dois policiais militares pela morte do empresário Daniel Patrício Santos de Oliveira, que foi baleado durante uma abordagem na Pavuna, Zona Norte do Rio, em abril deste ano.

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Os policiais, Rafael Assunção Marinho e Rodrigo da Silva Alves, do 41º BPM (Irajá), são acusados de homicídio doloso triplamente qualificado. A denúncia foi feita pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP/MPRJ) e pela 2ª Promotoria de Justiça junto ao I Tribunal do Júri da Capital.

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De acordo com o Ministério Público, os policiais dispararam mais de 20 tiros de fuzil contra a picape onde Daniel estava com outras três pessoas na madrugada de 22 de abril. O empresário foi atingido na cabeça e morreu no local, enquanto os outros ocupantes do veículo não sofreram ferimentos.

As investigações indicam que os policiais monitoraram o grupo por mais de uma hora antes da abordagem. O MPRJ afirma que os agentes tinham informações em tempo real e já haviam planejado a interceptação do veículo.

Os promotores destacam que não houve blitz, bloqueio ou ordem de parada antes dos disparos serem efetuados.

Para o Ministério Público, o crime foi motivado por razões torpes e com recursos que impossibilitaram qualquer defesa da vítima.

EXECUÇÃO
Familiares de Daniel afirmam que ele não reagiu à abordagem e que não havia armas no veículo. Segundo relatos da família, o empresário foi atingido por 23 tiros.

A irmã da vítima contou que um dos disparos desfigurou o rosto de Daniel. “Minha mãe não vai conseguir olhar para ele novamente”, afirmou na época.

Daniel tinha 29 anos, era proprietário de uma loja de eletrônicos e vivia há mais de duas décadas na região. De acordo com parentes, ele planejava deixar o Rio de Janeiro com a companheira devido ao medo da violência. Ele deixou esposa e uma filha de 4 anos.

CELULARES APREENDIDOS
Na denúncia, o GAESP também solicitou a quebra do sigilo telefônico e telemático dos policiais acusados, além da análise dos celulares apreendidos durante a prisão em flagrante.

O caso foi aceito pelo I Tribunal do Júri da Capital.

Em nota divulgada após o incidente, a Polícia Militar informou que a abordagem ocorreu durante um patrulhamento de rotina e declarou que um procedimento interno foi instaurado para apurar a conduta dos agentes. A investigação segue em andamento.

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