
Modelo de cólon destaca o papel de probióticos e prebióticos na saúde intestinal (Foto: Instagram)
Quando o tema é saúde intestinal, muitas pessoas buscam estratégias para manter o equilíbrio da microbiota — um conjunto de bactérias que habitam o intestino e afetam desde a digestão até a imunidade. Nesse contexto, probióticos e prebióticos são frequentemente mencionados, mas ainda há dúvidas sobre suas distinções e funções no corpo.
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Em uma entrevista para a coluna Claudia Meireles, o nutricionista Matheus Maestralle esclareceu que, embora os nomes sejam similares, eles desempenham papéis diferentes e complementares para o bom funcionamento intestinal.
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“Os probióticos são bactérias benéficas vivas encontradas em alimentos fermentados como kefir e iogurte natural. Já os prebióticos são fibras que alimentam essas bactérias”, explica o especialista. Na prática, os probióticos ajudam a restaurar e equilibrar as bactérias "boas" da microbiota intestinal. Entre as fontes naturais estão iogurte com culturas vivas, kefir, kombucha, chucrute, kimchi e missô.
Segundo Matheus Maestralle, é essencial verificar a qualidade dos produtos industrializados. “Nem todo iogurte ou alimento fermentado contém uma quantidade significativa de bactérias viáveis, especialmente após processos que eliminam esses micro-organismos”, alerta. Os prebióticos, por outro lado, servem como combustível para essas bactérias benéficas e são encontrados principalmente em alimentos ricos em fibras, como aveia, banana, alho e cebola.
“As fibras prebióticas ajudam essas bactérias a crescerem e se manterem ativas no intestino”, explica o nutricionista. De acordo com Matheus Maestralle, os probióticos criam uma “barreira” contra bactérias nocivas, reduzem inflamações e fortalecem a barreira intestinal.
“Eles também produzem ácidos graxos de cadeia curta, que melhoram o ambiente intestinal e auxiliam na digestão e absorção de nutrientes”, afirma. Os prebióticos estão mais associados ao funcionamento intestinal e à alimentação das bactérias benéficas já existentes. Em casos de constipação, as fibras prebióticas podem estimular a motilidade intestinal e melhorar a frequência das idas ao banheiro.
Em casos de diarreia ou desequilíbrio da microbiota, os probióticos ajudam a estabilizar o intestino e reduzir inflamações. “Não é apenas uma questão de prender ou soltar”, destaca Matheus Maestralle.


