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Júri de empresário que matou motorista de app com Porsche é marcado

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Fernando Sastre de Andrade Filho em foto de apresentação policial após prisão preventiva (Foto: Instagram)

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) agendou para o dia 29 de outubro o júri popular do empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, que permanece preso após ter causado a morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana em 31 de março de 2024, no bairro do Tatuapé, zona leste de São Paulo.

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De acordo com a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP), Sastre teria assumido o risco de causar a morte da vítima ao dirigir um Porsche em altíssima velocidade pela Avenida Salim Farah Maluf, por volta das 2h25.

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Além de Ornaldo, que estava trabalhando no momento do acidente, um amigo de Sastre que estava no banco do passageiro do carro de luxo ficou gravemente ferido após a colisão.

O réu será julgado por homicídio qualificado do motorista de aplicativo e por lesão corporal grave do amigo. A defesa tentou impedir o júri popular, recorrendo a tribunais superiores, mas não obteve sucesso.

EMBRIAGUEZ AO VOLANTE O empresário é acusado de conduzir embriagado seu Porsche, avaliado em mais de R$ 1 milhão, resultando na morte do motorista de aplicativo, de 52 anos.

Um mandado de prisão preventiva foi emitido em 3 de maio de 2024 pelo desembargador João Augusto Garcia, da 5ª Câmara de Direito Criminal do TJSP, que acolheu um recurso do MPSP apresentado no dia anterior.

Anteriormente, juízes de primeira instância haviam negado três pedidos de prisão contra Fernando Sastre Filho, dois de prisão preventiva e um de prisão temporária (por 30 dias).

Fernando Sastre se entregou à Polícia Civil após ter ficado três dias foragido.

HOMICÍDIO Fernando Sastre Filho é acusado de homicídio qualificado e lesão corporal gravíssima. Além da morte de Ornaldo, o estudante Marcus Vinicius Machado Rocha, que estava de carona no Porsche, também foi vítima do acidente.

Marcus sofreu fraturas em quatro costelas, precisou ser hospitalizado e perdeu o baço. Ele foi internado duas vezes devido ao acidente.

Mesmo apresentando sinais de embriaguez, Fernando Sastre Filho foi liberado pelos policiais militares que atenderam à ocorrência sem realizar o teste do bafômetro. Os agentes responsáveis pela liberação indevida também foram investigados.

Conforme publicado pelo Metrópoles, a câmera corporal da PM Dayse Aparecida Cardoso Romão mostra ela explicando, ao telefone, os motivos para liberar o empresário sem escolta, logo após ele causar o acidente fatal.

As imagens das câmeras corporais dos PMs que atenderam à ocorrência mostram o momento em que Fernando Sastre é liberado do local do acidente, junto com a mãe, sob a justificativa de que procuraria atendimento médico, o que não ocorreu.

INVESTIGAÇÃO Um laudo do Instituto de Criminalística indicou que a velocidade média do Porsche era de 156 km/h. No entanto, ao se apresentar à polícia mais de 36 horas após o acidente, o empresário afirmou que estava "um pouco acima da velocidade máxima permitida", que é de 50 km/h.

O amigo que estava no Porsche relatou à polícia que Fernando Filho havia consumido bebida alcoólica antes, contrariando o depoimento do empresário.

Antes do acidente, os amigos e suas respectivas namoradas foram a um restaurante, onde o grupo consumiu nove drinques, e depois a uma casa de pôquer, que opera no sistema open bar.

A defesa de Fernando Sastre não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.

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