Eduardo Bolsonaro responde a críticas de Zema sobre Flávio e Vorcaro

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Deputado federal rebate críticas de Romeu Zema (Foto: Instagram)

O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL) rebateu as críticas feitas pelo ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ao seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro. Em suas redes sociais, Eduardo acusou Zema de tentar tirar proveito da polêmica envolvendo mensagens e áudios entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, em novembro de 2025.

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O Intercept Brasil divulgou o material nesta quarta-feira (13/5).

“Ele nem sequer ouviu o outro lado. Bastaram algumas horas para que a 'união da direita' e o 'potencial vice' se aproveitassem e fizessem uma acusação sem base. Não houve desvio de dinheiro, Lei Rouanet ou uso de recursos públicos. Não seja tão vil, Romeu Zema”, escreveu Eduardo no X.

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A publicação foi uma resposta a um vídeo de Zema divulgado na tarde desta quarta-feira. No vídeo, o ex-governador classificou como “imperdoáveis” as cobranças feitas por Flávio Bolsonaro ao banqueiro, considerando-as um “tapa na cara dos brasileiros de bem”.

Zema se referia a um áudio divulgado pelo The Intercept Brasil e confirmado pelo Metrópoles, em que Flávio solicita recursos a Daniel Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”, que visa exaltar a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O financiamento previsto era de US$ 24 milhões — aproximadamente R$ 134 milhões.

O senador Rogério Marinho também reagiu às declarações de Zema, chamando-o de “oportunista” em resposta ao vídeo publicado pelo aliado.

O ex-governador mineiro é mencionado por aliados de Flávio, pré-candidato à Presidência da República, como um possível vice em uma eventual chapa para 2026.

VORCARO PAGOU R$ 61 MILHÕES PARA FINANCIAR FILME

O banqueiro Daniel Vorcaro desembolsou cerca de R$ 61 milhões para financiar o filme “Dark Horse”, uma biografia sobre Jair Bolsonaro. Os repasses teriam sido solicitados por Flávio Bolsonaro.

Mensagens obtidas pelo site revelam conversas entre Flávio e Vorcaro sobre a produção do filme. Um dos diálogos ocorreu em 16 de novembro de 2025 — um dia antes da primeira prisão de Vorcaro na Operação Compliance Zero e dois dias antes da liquidação do Banco Master.

Segundo o Intercept, pelo menos R$ 61 milhões foram transferidos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações distintas. O valor negociado poderia chegar a R$ 134 milhões, mas não há indícios de que todo o montante tenha sido efetivamente pago.

Parte dos recursos saiu da empresa Entre Investimentos e Participações, ligada a negócios de Vorcaro, e foi enviada ao fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos Estados Unidos. De acordo com a reportagem, o fundo é controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro.

Em um áudio divulgado pelo Intercept, datado de 8 de setembro de 2025, Flávio teria alertado Vorcaro sobre atrasos nos pagamentos relacionados à produção cinematográfica.

Além de Eduardo Bolsonaro, o deputado federal Mário Frias teria atuado como intermediário nas negociações.

O empresário Thiago Miranda e Fabiano Zettel — apontado pela Polícia Federal como principal operador de Vorcaro — aparecem entre os envolvidos nas tratativas relacionadas ao financiamento do filme.

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