
Benedita da Silva e Washington Quaquá em pronunciamentos no Congresso Nacional (Foto: Instagram)
Nesta terça-feira, 12/5, a direção nacional do PT decidiu suspender as decisões do diretório estadual do Rio de Janeiro sobre a escolha de suplentes para a pré-candidatura de Benedita da Silva ao Senado nas eleições deste ano.
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Com 19 votos a favor, nenhum contra e três abstenções, a liderança nacional do PT também decidiu que será responsável por indicar e definir os nomes dos suplentes de Benedita.
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A decisão intensificou o conflito entre a liderança nacional do PT e o diretório estadual, que é controlado por aliados do ex-prefeito de Maricá, Washington Quaquá. Em abril, o diretório estadual havia aprovado os nomes do vereador Felipe Pires e do cantor gospel Kleber Lucas como suplentes de Benedita.
A deputada federal e ex-governadora do Rio, porém, recusou essas indicações. No início de abril, Benedita havia proposto o ex-presidente da Casa da Moeda, Manoel Severino, como um de seus suplentes de confiança. Essa escolha foi criticada pelo grupo político de Quaquá, que havia vencido a disputa interna pelas indicações.
Durante a discussão sobre a decisão da liderança nacional nesta terça-feira, Quaquá voltou a criticar Manoel Severino em mensagens enviadas a um grupo de WhatsApp da direção do PT. O ex-prefeito afirmou que deixará de apoiar a candidatura de Benedita ao Senado.
Em uma das mensagens, Quaquá disse que os dirigentes do PT “vão arcar com as consequências de escolher um assessor [Manoel Severino] envolvido em escândalos para a candidata ao Senado do Rio”.
“Já seria difícil eleger Benedita! Com Manoel Severino de suplente, além de prejudicá-la e derrotá-la, vai trazer escândalo para a eleição do Lula e do Eduardo! Não vou me envolver na suplência! Mas não contem comigo para a eleição dela! Não vou comprometer minha imagem com essa decisão errada! Vou me retirar publicamente da chapa e deixar para vocês o ônus dessa decisão”, escreveu.
PERDERAM A NOÇÃO, DIZ QUAQUÁ
Em outra mensagem, o ex-prefeito de Maricá afirmou que o “PT do Rio se retira da decisão e deixa a Benedita cuidar de sua eleição e da capitania hereditária que vocês estão criando. Sejam felizes”. Ao Metrópoles, Washington Quaquá declarou que “esse pessoal [os membros da executiva nacional do PT] perdeu a noção”.
Benedita da Silva foi apoiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para disputar uma vaga no Senado e deve integrar a chapa do prefeito Eduardo Paes (PSD), pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro.
Na resolução aprovada, a executiva nacional do PT justificou a intervenção alegando a “importância de garantir a unidade partidária na formação de uma chapa majoritária forte no estado do Rio de Janeiro”.
“[A Comissão Executiva Nacional decide] avocar para a Comissão Executiva Nacional a competência exclusiva para a indicação, definição e homologação dos nomes destinados à 1ª e 2ª suplências da pré-candidatura de Benedita da Silva ao Senado Federal no Estado do Rio de Janeiro. Determinar a suspensão de qualquer deliberação das instâncias estaduais sobre este ponto específico, até a manifestação definitiva e homologação por parte desta Comissão Executiva Nacional”, diz o texto.


