
Paralisação de 12h no bloco cirúrgico do Hospital João XXIII denuncia assédio moral (Foto: Instagram)
Em Belo Horizonte, os funcionários do Bloco Cirúrgico do Hospital João XXIII pararam suas atividades nesta terça-feira (12/5) para denunciar casos sérios de assédio moral, perseguição e ameaças que afirmam sofrer por parte da administração do hospital.
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A denúncia foi levada à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), onde Luciana Silva, diretora do Sind-Saúde/MG, apresentou a situação durante uma audiência pública da Comissão de Direitos Humanos.
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Os trabalhadores relatam que estão sendo pressionados e ameaçados por não seguirem ordens que, segundo eles, não priorizam o cuidado aos pacientes. Um exemplo citado na audiência foi o adiamento de uma cirurgia de emergência na coluna para realizar antes uma cirurgia eletiva de mão.
Após o fechamento do Hospital Maria Amélia Lins pelo governo estadual, a carga de trabalho no João XXIII, referência em urgência e emergência, aumentou significativamente, conforme Luciana Silva. Profissionais que questionam as condições de trabalho ou seguem estritamente os protocolos enfrentam perseguições, remoções e punições.
Na última sexta-feira (8/5), já havia ocorrido um protesto em frente ao hospital. Sem respostas concretas da gestão da Fhemig, os servidores confirmaram uma paralisação de 12 horas nesta terça. As principais reivindicações incluem o fim do assédio moral, avaliação de desempenho com critérios claros e o retorno de uma trabalhadora removida por seguir protocolos.
Em assembleia no pátio do hospital, os trabalhadores decidiram continuar pressionando até que medidas efetivas sejam tomadas.
A denúncia na ALMG foi enviada ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) e ao Ministério Público. Os servidores já consideram uma nova paralisação no dia 22 de maio, caso não haja avanços.
O Sind-Saúde/MG segue acompanhando o caso e exige uma solução urgente para garantir a segurança dos trabalhadores e a qualidade do atendimento à população.



