
Prédio em construção no Setor de Autarquias Norte, em Brasília (Foto: Instagram)
Uma análise do Tribunal de Contas da União (TCU) revelou "indícios consistentes" de sobrepreço nos contratos firmados pelo Cade e pela Antaq para o aluguel de um prédio no Setor de Autarquias Norte, em Brasília, sem licitação. Os contratos, assinados com a Lotus Tower Empreendimentos Imobiliários e Participações Ltda, somam R$ 99,2 milhões e R$ 104 milhões, respectivamente.
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Os valores mensais dos aluguéis são de R$ 160,00/m² e R$ 174,60/m², enquanto a média de mercado na região é de R$ 41,86/m², indicando um possível sobrepreço. A instrução do TCU, obtida pela coluna, sugere que Cade, Antaq e Lotus Tower sejam ouvidos sobre as possíveis irregularidades.
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Em janeiro, a coluna Grande Angular, do Metrópoles, divulgou que o fundo Capitânia Office FII, administrado pelo BTG Pactual, adquiriu uma participação no empreendimento por R$ 1,9 bilhão.
O Cade, em nota, afirmou que atualmente gasta R$ 12 milhões por ano com sua sede, incluindo aluguel, vigilância, brigadistas, manutenção e elevadores. O novo prédio custará R$ 9.926.400,00 anuais, com todos esses serviços inclusos. O órgão destacou que o contrato foi firmado em uma gestão anterior, encerrada em 13 de julho de 2025, e que está colaborando com os órgãos de controle.
A Antaq justificou a contratação pela necessidade de ampliar e adequar sua estrutura física, já que o espaço atual não atende às demandas institucionais. A agência enfatizou que a análise considera o custo global da operação, integrando serviços essenciais como vigilância, recepção, brigadistas, manutenção e seguros, além do aluguel por metro quadrado.


