Leandra Leal usou suas redes sociais para defender a verificação de fatos em debates e programas de TV após a repercussão de uma entrevista de Juliano Cazarré. O ator participou de um debate na GloboNews na última terça-feira (12/5), onde repetiu uma informação falsa sobre os números de feminicídios e homicídios no Brasil.
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Durante a conversa, Cazarré afirmou que “mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres” no Brasil. Contudo, registros oficiais indicam que, proporcionalmente, mais mulheres são mortas por seus parceiros do que o contrário.
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No X, antigo Twitter, Leandra Leal comentou, sem mencionar o nome do ator: “Uma mentira repetida mil vezes não se tornará verdade. Programas de debates e entrevistas não podem permitir que distorções de dados sejam usadas para comprovar pontos de vista. A correção deve ser feita na mesma velocidade da fala com checagem de fatos em tempo real”, escreveu.
Em seguida, a atriz compartilhou uma publicação que dizia: “Mulheres matam mais homens do que homens matam mulheres? Não!!!! Mas essa mentira está sendo espalhada em grupos machistas — e foi dita por um ator na TV — usando dados distorcidos”.
Leandro Leal ainda publicou um vídeo em seu Instagram reforçando a importância da checagem dos fatos em tempo real.
“Como vamos lidar com a fake news? Como vamos combater a fake news? Acho que uma das coisas que devemos fazer é intervir no momento em que ela começa. Então, gostaria de pedir um comportamento do jornalismo brasileiro que é, sim, de intervir quando uma fake news está acontecendo, principalmente em programas de debate”, iniciou ela.
E continuou: “Em um programa de debate, é normal que alguém apresente um dado para comprovar seu ponto de vista, mas o jornalismo não pode permitir que dados distorcidos, que não são reais, sejam apresentados para comprovar um ponto de vista”, completou.
A atriz ainda destacou o perigo de um dado distorcido ser replicado, amplificando a desinformação:
“Então, gostaria de pedir que a partir de… gente, já era para ter, né? Assim, até em debate político até tem, checagem de fatos. Mas precisamos ter checagem de fatos em programas de debate, porque é muito perigoso quando um dado distorcido é colocado dentro de um programa de TV e depois ele é replicado, amplificado pela internet e começa a ganhar uma roupagem como se fosse verdadeiro. E não é. Fake news é fake news. Uma mentira repetida mil vezes não vai virar verdade”, finalizou.


