
Agente da Receita Federal inspeciona resinas plásticas apreendidas na Operação Refugo (Foto: Instagram)
Autoridades em São Paulo iniciaram, nesta quinta-feira (14/5), uma operação contra um esquema de fraude fiscal bilionário no setor de plásticos. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em mais de R$ 2,5 bilhões.
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De acordo com as investigações, três grupos utilizavam empresas de fachada para criar créditos tributários falsos. Os produtos eram enviados diretamente de importadores, indústrias de resina plástica e intermediários para grandes recicladoras e indústrias de plástico. Em seguida, eram emitidas notas fiscais frias para reduzir o pagamento de impostos federais e estaduais, como Imposto de Renda e ICMS. O dinheiro circulava de forma a ocultar o patrimônio dos beneficiários.
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Os valores obtidos ilegalmente eram usados para financiar luxos pessoais, como viagens, clubes náuticos, lojas de vinhos, imóveis e carros de luxo.
A operação, chamada Refugo, é conduzida pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA), da Secretaria da Fazenda e Planejamento, Ministério Público de São Paulo, Procuradoria Geral do Estado, Receita Federal e Procuradoria da Fazenda Nacional.
Mais de 530 agentes públicos estão cumprindo 46 mandados de busca e apreensão em 14 cidades de São Paulo, incluindo a capital.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e as polícias Civil e Militar estão apoiando a ação. Com os documentos apreendidos, as autoridades buscam reunir provas para responsabilizar os envolvidos nas esferas tributárias e criminais.


