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Oposição alerta, mas teme danos para Flávio Bolsonaro devido a ligação com Vorcaro

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Senador do PL em sessão no Congresso Nacional (Foto: Instagram)

Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência, reconhecem que a divulgação de conversas e áudios entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro pode ter efeitos negativos sobre sua campanha e seu desempenho eleitoral.

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Pessoas próximas a Flávio, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), destacam, no entanto, a necessidade de cautela ao avaliar o impacto das informações na corrida presidencial.

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Em confidência, aliados afirmam que as conversas foram privadas e não envolvem o papel de Flávio como parlamentar. O grupo, surpreso com as revelações, defende que não há ilegalidade na busca por financiamento para projetos privados.

Parlamentares próximos a Flávio ressaltaram que “toda Brasília teve contato com Daniel Vorcaro”, mencionando até mesmo um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o banqueiro.

“Flávio é apenas mais um que teve contato com Vorcaro. Não há problema em pedir dinheiro emprestado. Parece que todo mundo teve contato com ele — exceto eu. Até o presidente Lula teve agenda secreta, não?”, comentou um senador.

REAÇÃO
Pessoas ligadas à campanha de Flávio Bolsonaro acreditam que é necessário responder politicamente ao caso para evitar que o senador sofra danos. Uma ala sugere explorar possíveis conexões entre pessoas do governo Lula e o Banco Master, além de destacar interações de Vorcaro com outras autoridades.

Mensagens e áudios divulgados pelo Intercept Brasil nesta quarta-feira (13/5) indicam que Daniel Vorcaro teria transferido R$ 61 milhões para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio Bolsonaro teria solicitado esses recursos ao banqueiro.

As interações mostram Flávio cobrando, em 2025, o pagamento de parcelas acordadas para o financiamento do filme.

Segundo a reportagem, Vorcaro teria se comprometido a repassar R$ 134 milhões ao projeto, mas os pagamentos foram suspensos após a liquidação do Banco Master, em novembro daquele ano.

Um dia antes da primeira prisão de Vorcaro, em 17 de novembro de 2025 — mesma data em que o Banco Central aprovou a liquidação do Master —, Flávio teria enviado uma mensagem ao banqueiro: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”.

As cobranças de Flávio Bolsonaro pelas parcelas ocorreram quando a produção enfrentava dificuldades financeiras para arcar com despesas ligadas ao filme.

“Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel, num Cyrus [Nowrasteh]. Os caras renomadíssimos lá no cinema americano e mundial. Pô, ia ser muito ruim. Agora que é a reta final a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos aqui, porque senão a gente perde tudo”, diz um dos áudios atribuídos a Flávio Bolsonaro.

Em resposta, Vorcaro teria afirmado que faria o pagamento até o dia seguinte.

A RELAÇÃO ENTRE VORCARO E FLÁVIO BOLSONARO

  • Segundo reportagem do Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro começaram a se aproximar em 2024.
  • Registros apontam que, na ocasião, Flávio já buscava, por meio de intermediários, recursos para financiar o filme “Dark Horse”, uma cinebiografia em homenagem ao seu pai.
  • Diálogos e documentos indicam que Vorcaro teria acertado um repasse de R$ 134 milhões ao projeto, de forma parcelada.
  • Em setembro de 2025, Flávio Bolsonaro enviou áudio a Daniel Vorcaro cobrando valores prometidos pelo banqueiro para o filme.
  • Flávio afirmou que a produção corria risco de não honrar pagamentos, e Vorcaro se comprometeu a quitar as pendências.

BARATA-VOA
A divulgação do material provocou reação imediata entre aliados do senador no Congresso. O coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), tomou conhecimento do conteúdo em conversas com jornalistas após deixar uma reunião com o deputado Léo Prates (Republicanos-BA), relator da PEC que propõe o fim da escala 6×1.

Na ocasião, Marinho e o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmaram que ainda precisavam avaliar o teor das revelações e ouvir os envolvidos antes de se posicionar.

Nos bastidores, aliados descreveram um clima de “barata-voa” — expressão usada para descrever situações de pânico e descontrole — no entorno de Flávio Bolsonaro. Parlamentares aguardaram durante toda a tarde de quarta por uma manifestação do senador.

Para ajustar o tom da reação e o futuro, a cúpula da campanha se reuniu emergencialmente pouco depois da publicação da reportagem. Participaram os coordenadores da campanha e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

Horas depois, Flávio Bolsonaro e seus irmãos divulgaram uma nota confirmando que o senador buscou recursos junto a Daniel Vorcaro para financiar o filme sobre o pai.
Na manifestação, o pré-candidato afirmou que procurou “patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai” e negou ter pedido vantagens indevidas em troca do apoio financeiro.

Flávio também declarou que conheceu Vorcaro em 2024, quando ainda não havia acusações públicas contra o banqueiro, e que retomou contato apenas após atrasos nos pagamentos relacionados ao projeto.

“Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro”, afirmou.

“Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ”, acrescentou o senador.

“TÓXICO”
Um parlamentar avaliou, sob reserva, que “tudo isso só aconteceu porque Daniel Vorcaro é tóxico agora”.

“De tédio a gente não morre, né? Mas é isso: está todo mundo preocupado. Fomos pegos de surpresa aqui no Congresso. Agora, vamos aguardar. Deus está no controle”, disse outro aliado de Flávio.

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