
Operação Sem Refino mira ex-governador Cláudio Castro e grupo de combustíveis (Foto: Instagram)
A Polícia Federal iniciou, nesta sexta-feira (14/5), a Operação Sem Refino para investigar um grupo econômico do setor de combustíveis suspeito de usar estruturas societárias e financeiras para esconder patrimônio, disfarçar bens e enviar recursos ilegalmente ao exterior.
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Ao todo, foram emitidos 17 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estão o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e o proprietário da Refit, Ricardo Magro. A operação investiga possíveis fraudes fiscais, ocultação de patrimônio e irregularidades envolvendo uma refinaria ligada ao grupo.
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A autorização para a operação foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Cláudio Bomfim de Castro e Silva, de 47 anos, nasceu em Santos e se mudou para o Rio de Janeiro ainda criança. Formado em direito, iniciou sua carreira política em 2016, eleito vereador pelo PSC. Em 2018, foi eleito vice-governador na chapa de Wilson Witzel (PSC) e, em maio de 2021, assumiu o governo do estado após Witzel ser destituído. Na mesma época, ele deixou o PSC e se filiou ao PL.
Castro permaneceu no cargo até 23 de março deste ano, quando renunciou para se lançar pré-candidato ao Senado Federal. No dia seguinte, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou o ex-governador inelegível por abuso de poder político e econômico.
A decisão foi por 5 a 2 – os ministros Nunes Marques e André Mendonça foram os únicos a divergir. Castro renunciou ao cargo pouco antes do julgamento no TSE. A inelegibilidade de oito anos começa a contar a partir de 2022, ano em que o ilícito foi cometido.
Além da inelegibilidade, ele foi multado e teve o diploma de governador cassado, mas a decisão não tem efeitos práticos, já que ele já havia renunciado ao cargo.


