
Navio de guerra chinês patrulha as águas em torno de Taiwan (Foto: Instagram)
O chefe do Conselho de Segurança Nacional de Taiwan informou neste sábado (23/5) que a China posicionou mais de 100 navios, incluindo embarcações da marinha e da guarda costeira, em águas regionais que vão do Mar Amarelo ao Mar do Sul da China e ao Pacífico Ocidental.
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Em uma imagem publicada no X por Joseph Wu, os navios aparecem formando um cerco em torno da ilha autônoma. Pequim considera Taiwan parte de seu território e já ameaçou tomar a ilha à força.
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O movimento começou antes do encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim. Após a cúpula, o número de embarcações aumentou para mais de 100, segundo uma fonte anônima da segurança à agência AFP.
De acordo com a mesma fonte, os navios chineses ao redor de Taiwan incluem embarcações de pesquisa. Não está claro o que fazem, mas a Marinha e a guarda costeira chinesas já realizaram exercícios nessas águas anteriormente.
Nos últimos anos, a China tem aumentado a pressão militar sobre Taiwan, deslocando caças e navios de guerra ao redor da ilha quase diariamente e conduzindo diversos exercícios de grande escala.
TAIWAN EM ALERTA APÓS INCERTEZA SOBRE COMPRA DE ARMAS AMERICANAS
Trump gerou preocupação em Taiwan ao sugerir que as vendas de armas dos Estados Unidos para a ilha poderiam ser usadas como moeda de troca com a China.
Taiwan depende fortemente do apoio americano para dissuadir um possível ataque chinês, e a venda de armas à ilha é garantida por lei nos EUA.
Dias após a visita de Trump à China, o chefe interino da Marinha americana informou ao Congresso que o governo dos EUA havia congelado a venda de 14 bilhões de dólares (R$ 70 bilhões) em armas a Taiwan, visando garantir munição suficiente para a guerra no Irã.
O anúncio ocorreu após Xi avisar Trump que a “questão de Taiwan” é o tema mais crucial nas relações entre EUA e China e que os dois países poderiam “enfrentar confrontos e até conflitos” se o assunto não fosse tratado adequadamente.
O governo de Taiwan tem reafirmado que o compromisso dos EUA com sua defesa permanece inalterado e que as vendas de armas continuam garantidas.
TAIWANESES PROTESTAM NAS RUAS
Marchas em apoio ao plano do governo de aumentar os gastos com defesa levaram milhares de taiwaneses às ruas neste sábado.
Sob pressão dos Estados Unidos, o presidente Lai Ching-te propôs gastos adicionais de quase 40 bilhões de dólares em armamentos críticos, incluindo armas americanas. No entanto, o parlamento, de maioria oposicionista, reduziu esses gastos para 25 bilhões.
As tensões em torno de Taiwan também têm afetado as relações entre China e Japão, especialmente desde novembro do ano passado, quando a primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi declarou no parlamento que um ataque chinês a Taiwan poderia ameaçar a sobrevivência do Japão e justificar a intervenção militar japonesa.
Esses comentários irritaram as autoridades chinesas, que responderam aconselhando seus cidadãos a evitarem viagens ao arquipélago.


