
Pele madura merece proteção solar diária (Foto: Instagram)
Mesmo fora da estação de verão, a exposição ao sol continua sendo uma constante no Brasil, um país que recebe alta incidência solar durante todo o ano. Por essa razão, os cuidados com a pele não devem ser apenas sazonais, especialmente para a pele madura, onde os efeitos acumulados da radiação solar se tornam mais evidentes, assim como a resistência aos danos causados pelo sol.
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Conforme a dermatologista Luana Vieira Mukamal, da MedSênior, à medida que envelhecemos, nossa pele passa por transformações naturais, como a perda de elasticidade, diminuição da produção de colágeno, afinamento e maior tendência ao ressecamento. Essas mudanças deixam a pele mais sensível e suscetível a lesões solares, aumentando o risco de desenvolver câncer de pele.
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A pele madura é mais suscetível aos danos solares. “Muitas pessoas associam o cuidado com a pele apenas à estética, mas ele está diretamente ligado à funcionalidade e integridade do organismo. A pele age como uma barreira protetora do corpo e, com a idade, torna-se mais vulnerável. Cuidar da saúde da pele significa preservar conforto, autonomia e bem-estar ao longo do envelhecimento”, defende a médica. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pele não melanoma continua sendo o tipo mais comum no país, com uma previsão média anual de 263 mil novos casos entre 2026 e 2028, representando mais de 30% de todos os diagnósticos de câncer no Brasil.
Os cuidados com a pele madura são essenciais. A dermatologista Luana Vieira Mukamal enfatiza que a proteção solar deve ser parte da rotina diária durante todo o ano. “Indivíduos acima dos 60 anos acumulam uma maior exposição ao sol ao longo da vida, o que aumenta a necessidade de prevenção contínua e acompanhamento especializado para identificar possíveis alterações precocemente”, explica.
Entre os cuidados principais recomendados pela especialista estão o uso diário de protetor solar, inclusive em dias nublados, a reaplicação do produto a cada duas ou três horas em casos de exposição direta, além do uso de chapéus, roupas com proteção UV e óculos escuros. A médica também destaca a importância de observar manchas, pintas ou feridas que não cicatrizam e de manter consultas dermatológicas regulares, mesmo sem sintomas aparentes.


