
Lore Improta descansa após 15h de trabalho de parto de Levi (Foto: Instagram)
A influenciadora digital e dançarina Lore Improta passou mais de 15 horas em trabalho de parto antes de dar à luz seu segundo filho, Levi, em Salvador. O bebê veio ao mundo na manhã de terça-feira (26/5) e, após o longo processo, a mãe expressou o cansaço vivido. “Mais de 15 horas de trabalho de parto, a mãe em qualquer possibilidade que Levi deixa: dorme”, relatou Lore ao postar uma foto em que aparece descansando. O episódio reacendeu discussões sobre os efeitos físicos e emocionais de um parto prolongado.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
Médicos explicam que o trabalho de parto possui uma fase inicial mais lenta, até a dilatação de 5 a 6 cm, e uma fase ativa mais rápida até os 10 cm, seguida por até 3 horas na fase expulsiva. Não há um tempo fixo que determine o fim da segurança; a necessidade de intervenção é baseada na avaliação clínica da mãe e do bebê, e não apenas no tempo.
++ Jovem mata o padrasto para defender a mãe e o inesperado acontece
Partos que não evoluem adequadamente podem aumentar os riscos de complicações como hemorragia e infecções, exigindo monitoramento contínuo dos sinais vitais. Após um processo longo, dores musculares e exaustão são comuns, mas não afetam necessariamente a cicatrização ou a descida do leite.
A duração de um parto varia conforme o momento da internação e a resposta do corpo. A ginecologista Helga Marquesini explica que, após atingir 5 a 6 cm de dilatação, a fase ativa do parto avança mais rapidamente, com dilatação de 1 a 2 cm por hora até os 10 cm. Em partos induzidos, esses períodos podem ser mais longos.
Paulo Noronha, ginecologista, ressalta que não há um limite fixo de horas para garantir a segurança. O processo pode durar muitas horas se houver progressão da dilatação, boa vitalidade fetal e estabilidade materna, sendo comum em primeiros partos. A necessidade de intervenção é definida por sinais de parada de progressão, sofrimento fetal ou exaustão materna.
Noronha destaca que o esforço contínuo gera fadiga muscular intensa e maior gasto energético, exigindo monitoramento constante de hidratação e sinais vitais pela equipe. Quando o trabalho de parto se prolonga, a atenção com o bebê é redobrada para evitar complicações como hemorragia e infecções.
A médica Helga Marquesini explica que o obstetra monitora a dilatação, a posição do bebê e os batimentos cardíacos fetais para tomar decisões baseadas em evidências científicas. Exames como a cardiotocografia ajudam a decidir se é seguro continuar com o parto normal ou se é hora de intervir.
No pós-parto, o impacto de tantas horas de esforço é sentido no corpo da mulher. Helga afirma que o tempo de trabalho de parto não influencia necessariamente na cicatrização ou na amamentação, mas dores musculares e cansaço podem ser mais presentes. Noronha confirma que o desconforto pélvico e a sensação de corpo esgotado são comuns, impactando a disposição para a amamentação.
Para lidar com cenários longos como o de Lore Improta, especialistas recomendam preparo e flexibilidade. Helga sugere que a gestante converse com sua equipe médica sobre as fases do parto e elabore um plano de parto que acolha seus desejos com segurança. Noronha reforça que o plano de parto deve ser adaptável caso surja exaustão intensa.
Helga Marquesini lembra da importância de cuidar da saúde mental da mãe no pós-parto, com atenção aos sinais de blues puerperal e depressão pós-parto.


