
Abelardo de la Espriella durante entrevista após liderar o primeiro turno das eleições presidenciais na Colômbia. (Foto: Instagram)
Com 99% das urnas contadas, o advogado Abelardo de la Espriella liderou o primeiro turno das eleições presidenciais na Colômbia, enfrentando o senador governista Iván Cepeda. O candidato ultraconservador do movimento Defensores da Pátria obteve 43% dos votos, enquanto Cepeda alcançou 40%.
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Aos 47 anos, Abelardo de la Espriella iniciou sua campanha presidencial prometendo interromper a continuidade do projeto político do atual presidente Gustavo Petro. Conhecido como “O Tigre”, ele defende a construção de megaprisões, o aumento das penas, o fim da política de “paz total” e a intensificação das operações militares contra grupos criminosos.
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Inspirado por políticas do presidente de El Salvador, Nayib Bukele, e do argentino Javier Milei, o plano de De la Espriella se baseia em reduzir o tamanho do Estado, simplificar a administração e expandir os setores de petróleo e gás.
Sem experiência em cargos públicos ou gestão de contratos estatais, o advogado lançou sua campanha no final de 2025, tornando-se a principal voz do voto anti-Petro. Ele se apresenta como um empreendedor self-made, sem vínculos com as elites tradicionais.
O candidato é conhecido por suas polêmicas e possui um histórico de batalhas judiciais contra a imprensa. Recentemente, processou a colunista Ana Bejarano após uma publicação que questionava sua carreira e retórica políticas. Mesmo com as informações baseadas em apurações anteriores, ele contestou o texto e acionou a Justiça contra a jornalista.
De la Espriella também é conhecido por sua reputação de sexista. Em um país onde mais da metade do eleitorado é feminino, ele protagonizou um episódio controverso durante um podcast com homens e mulheres: de maneira vulgar, vangloriou-se de seus atributos físicos, sugerindo que sua genitália seria um atrativo para o eleitorado feminino.


