
Treino matinal em jejum no quarto (Foto: Instagram)
Treinar em jejum é uma prática que gera debate: alguns acreditam ser a chave para queimar gordura, enquanto outros veem como esforço sem retorno. A ciência, como de costume, ajuda a esclarecer a questão.
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A teoria tem sua lógica. Após uma noite de sono, os níveis de glicogênio, que é o açúcar armazenado nos músculos e fígado, estão reduzidos. Sem essa energia imediata, o corpo recorre à gordura como combustível. Pesquisas indicam que a oxidação de gordura aumenta nessas condições, especialmente em exercícios de baixa intensidade.
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No entanto, há limites para essa abordagem. Estudos recentes mostram que há poucas evidências de que treinar em jejum aumente a queima de gordura a longo prazo de maneira significativa. O emagrecimento ainda depende do balanço energético total diário, sem atalhos metabólicos.
Cada corpo reage de forma única ao treino em jejum. Algumas pessoas se adaptam bem, mantendo desempenho e resultados, seja no cardio ou na musculação. Outras não veem diferença no desempenho ou peso. E há quem sinta tontura, perca força e não tenha um bom rendimento.
Isso não significa fraqueza ou falta de disciplina, mas sim uma questão de fisiologia individual. Cada organismo tem uma relação particular com o jejum, o horário do treino e a forma como produz e utiliza energia. Testar é muitas vezes a única maneira de descobrir a qual grupo você pertence.
A questão mais relevante não é se o treino é em jejum ou não. O importante é treinar. Seja de estômago vazio ou alimentado, o essencial é a consistência, regularidade e um mínimo de planejamento. O estado nutricional antes do treino é apenas um detalhe de otimização, enquanto o treino em si é o que realmente faz a diferença.
Jejum ou não, o melhor treino é aquele que você consegue realizar de maneira consistente.


