
Entrada da Escola Estadual Profª Ordânia Janone Crespo, em Santo André. (Foto: Instagram)
A diretora e a vice-diretora de uma escola em Santo André, na Região Metropolitana de São Paulo, foram afastadas de suas funções após forçarem um aluno de 14 anos a se despir. O estudante foi acusado de portar cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes, mas nada foi encontrado com ele.
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O incidente aconteceu na Escola Estadual Ordânia Janone Crespo. Conforme informações da Secretaria de Educação (Seduc), as gestoras foram destituídas pela Unidade Regional de Ensino (URE) de Santo André, e uma investigação preliminar foi encaminhada à Controladoria-Geral do Estado (CGE).
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“A Unidade Regional de Ensino lamenta o ocorrido e está oferecendo apoio ao estudante e sua família. Um psicólogo do Programa Psicólogos nas Escolas foi disponibilizado para atender o aluno. A URE repudia qualquer forma de violência e não apoia a conduta das servidoras”, diz a nota.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o caso está sob investigação do 4° Distrito Policial de Santo André, que realiza diligências para esclarecer os fatos e tomar as medidas necessárias.
O Metrópoles teve acesso a um boletim de ocorrência registrado na segunda-feira (1º/6) por uma das gestoras da escola. No documento apresentado à Polícia Civil, ela relatou o “fornecimento e comércio ilegal” de vapes dentro da escola.
“Nos últimos quatro meses, documentamos o uso contínuo e odores nos banheiros”, afirma o relato. Ela também nega “toques físicos” ou “revista manual” nos alunos, alegando que as abordagens foram “estritamente verbais e pedagógicas”.


