
Piscina abandonada em mansão de ícone musical instiga fenômeno da exploração urbana (Foto: Instagram)
Mansões milionárias que pertenceram a ícones da música e da TV brasileira se tornaram uma nova sensação nas redes sociais. Vídeos que revelam o interior de propriedades abandonadas de celebridades acumulam milhões de visualizações e alimentam o crescimento de um nicho conhecido como exploração urbana.
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A prática, que teve origem entre criadores de conteúdo estrangeiros, é chamada de exploração urbana ou urbex. Um dos exemplos mais populares no Brasil é o vídeo do castelo abandonado do cantor José Rico, da dupla com Milionário, que já ultrapassou 1 milhão de visualizações. A propriedade foi convertida em bem público após anos de dívidas não quitadas.
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O interesse não se limita ao sertanejo. Mansões de figuras da TV, como a de Hebe Camargo no Morumbi, São Paulo, e a de Clodovil Hernandes em Ubatuba, também são cenários frequentes desses vídeos. O sucesso, entretanto, levanta questões legais. O advogado Fernando Viggiano alerta que a prática pode ser criminosa sem autorização do proprietário ou decisão judicial.
Por outro lado, o advogado Vitor Mageski Cavalcanti argumenta que imóveis desabitados não têm a mesma proteção legal contra invasão. Contudo, ele ressalta que influenciadores podem ser responsabilizados civilmente por violação de propriedade e uso indevido da imagem do bem.
Especialistas apontam que o abandono dessas propriedades geralmente está ligado ao alto custo de manutenção. Herdeiros muitas vezes não conseguem arcar com despesas, impostos e dívidas de patrimônios milionários. O advogado Ronaldo Gotlib observa que a exposição nas redes pode até desvalorizar os imóveis, incentivando invasões e deterioração.
Além disso, o processo de quitação de dívidas pode expor a localização desses imóveis. Documentos judiciais e editais de leilão frequentemente revelam a existência de propriedades valiosas em disputa, facilitando que curiosos e invasores as localizem.


