
Embarcação apreendida em operação Narco Sky (Foto: Instagram)
A Operação Narco Sky, conduzida pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (3/6), continua investigando uma organização criminosa suspeita de enviar grandes quantidades de cocaína do Brasil para países na Europa e na África.
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Esta ação é um desdobramento da Operação Narco Vela, uma das principais investigações recentes da PF contra o tráfico internacional de drogas por vias marítimas. Estão sendo cumpridos dez mandados de prisão preventiva — cinco dos suspeitos já haviam sido detidos na operação anterior — nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Pará.
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Veja os alvos da operação:
- Antun Mrdeza (conhecido como “Jhon Gotti” ou “Nikola Boro”): Identificado como um grande narcotraficante internacional, faz parte do núcleo estrangeiro de financiamento e gestão das remessas. Ele possui ativos logísticos (como o veleiro Mobydick) e parte das cargas de cocaína, exigindo prestação de contas dos operadores locais, segundo a PF.
- Alejandro Salgado Vega (apelidado de “Tigre”): Importante narcotraficante espanhol, responsável por coordenar grandes remessas para a Europa. Atua como financiador e coproprietário das drogas, monitorando riscos de fiscalização e coordenando o resgate das cargas no exterior, conforme a PF.
- Marco Aurélio de Souza (chamado de “Lelinho” ou “Pirata”): Líder e coordenador central no Brasil. Serve como ligação entre os fornecedores estrangeiros e a estrutura local, gerenciando a guarda, movimentação e inserção da droga em navios e outras embarcações nos portos brasileiros.
- Pedro Alonso Camacho Fernandez (apelidado de “Vince”): Atua como coordenador logístico transnacional e ponto focal no Brasil. Facilita a comunicação entre financiadores e executores, organiza o içamento da droga para os navios e planeja detalhadamente as operações de resgate da carga no mar europeu.
- Antônio Greg Ribeiro Pinheiro (conhecido como “Fisherman”): Operador logístico portuário especializado em atividades marítimas. Sua principal função é a fase crítica de inserção física da droga nas embarcações, recrutando tripulantes e coordenando o carregamento clandestino.
- Klaus de Castro Rios Motta e Silva: Ocupa uma posição técnica qualificada, sendo responsável pela preparação e manutenção de embarcações (especialmente veleiros) usadas no tráfico transoceânico, garantindo a viabilidade técnica das travessias.
- Fábio Rodrigues Ulhoa Cintra (apelidado de “Sapão” ou “Sapo”): Oferece suporte operacional, cuidando da movimentação e custódia da droga em solo nacional e alertando o grupo sobre fiscalizações policiais.
- Walter Pires Junior (conhecido como “Waltinho”): Parte da base operacional vinculada a Lelinho, executa tarefas de armazenamento, transporte interno e preparação do entorpecente para embarque.
- Ivan de Freitas Santos (apelidado de “Ivan”): Agente de execução que presta apoio logístico na preparação e transporte das cargas ilícitas destinadas à exportação.
- Rafael Gonçalves Sayão (conhecido como “Cabelinho”): Participante ativo no fluxo de comunicações criptografadas do grupo, exercendo funções de apoio operacional e transmissão de informações estratégicas.


