
Centenária valoriza hábitos saudáveis à mesa (Foto: Instagram)
Alcançar os 100 anos de idade deixou de ser uma raridade e tornou-se uma possibilidade cada vez mais real. Graças aos avanços médicos, melhores condições de vida e maior conscientização sobre prevenção, a longevidade é vista não apenas como uma questão genética, mas também como resultado de escolhas diárias.
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Em entrevista à coluna de Claudia Meireles, o cardiologista Fabrício da Silva, da Amplexus Saúde Especializada, destacou os hábitos mais comuns entre centenários e como essas práticas são essenciais para quem deseja envelhecer com autonomia e qualidade de vida.
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Para alcançar os 100 anos, Fabrício observa que certos comportamentos são frequentes entre os centenários. “Entre eles estão manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas regularmente, dormir bem, não fumar, evitar o consumo excessivo de álcool e manter relações sociais saudáveis”, afirma.
O médico ressalta que, embora a genética tenha um papel, ela não é o principal fator para uma vida longa. “A genética tem sua importância, mas estudos indicam que a maior parte da longevidade está ligada ao estilo de vida e ao ambiente. Mesmo quem tem predisposição a certas doenças pode reduzir significativamente os riscos com escolhas saudáveis”, destaca.
Fabrício também enfatiza que o aumento da expectativa de vida está diretamente ligado aos avanços da medicina e ao acesso a vacinas, saneamento básico, diagnóstico precoce de doenças e maior conscientização sobre hábitos saudáveis. “Hoje, não falamos apenas em viver mais, mas em viver melhor. A prevenção é fundamental para que as pessoas cheguem à terceira idade com mais autonomia e qualidade de vida”, salienta Fabrício da Silva.
Na avaliação do cardiologista, a alimentação dos centenários costuma seguir um padrão baseado em alimentos naturais e minimamente processados. “Frutas, verduras, legumes, grãos integrais, leguminosas, oleaginosas e proteínas de boa qualidade são comuns. É importante reduzir o consumo de ultraprocessados, açúcar em excesso e gorduras trans, que aumentam o risco cardiovascular”, orienta.
A prática regular de exercícios também é apontada como uma das principais estratégias para preservar a saúde durante o envelhecimento. “A recomendação é acumular pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada, como caminhada, ciclismo ou natação. Além disso, é importante incluir exercícios de força para preservar a massa muscular, atividades de equilíbrio para prevenir quedas e exercícios de flexibilidade”, explica.
Para Fabrício da Silva, o controle do estresse é tão importante quanto cuidar do coração. “O estresse crônico está associado ao aumento do risco de hipertensão, doenças cardiovasculares, ansiedade e depressão. Por isso, é fundamental investir em momentos de lazer, atividade física, contato com familiares e amigos, práticas de relaxamento e uma rotina adequada de sono”, afirma.
A preservação da saúde cognitiva é outro aspecto que merece atenção. “Manter-se intelectualmente ativo, aprender novas habilidades, ler, estudar e participar de atividades sociais ajuda a proteger a função cerebral”, afirma. Além disso, controlar fatores de risco cardiovascular, como hipertensão, diabetes, obesidade e colesterol elevado, é essencial, já que a saúde do cérebro está intimamente ligada à saúde do coração e dos vasos sanguíneos.


