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Mainha do Brega: de costureira a fenômeno da música romântica aos 63 anos

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Mainha do Brega encanta multidões com clássicos românticos e se prepara para subir ao palco (Foto: Instagram)

Mainha do Brega, conhecida antes como Fátima Mascarenhas, passou 63 anos sem imaginar que se tornaria um sucesso nas redes sociais, interpretando clássicos românticos. Agora, ela se prepara para dar o próximo passo: cantar ao vivo nos palcos.

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Natural do Piauí, a artista se mudou para Feira de Santana (BA) ainda jovem. Na infância, gostava de reunir a família para simular apresentações, como se estivesse num programa de televisão, mas a fantasia de ser famosa se desfez quando se tornou costureira. “Eu já era artista desde criança e não sabia”, ela comenta com humor.

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Foi através de seu filho, conhecido como O Rasta, que a música entrou na vida de Fátima. Ele, que também é músico e produtor, sugeriu que ela gravasse uma música e assim surgiu o nome artístico Mainha do Brega.

Em pouco tempo, a voz e o carisma de Fátima conquistaram o público, especialmente entre os mais jovens, que nasceram bem depois das músicas que ela interpreta. Por Que Brigamos, um de seus sucessos, já foi ouvido mais de um milhão de vezes no YouTube. A música original ficou famosa no Brasil em 1972, na voz de Diana.

O sucesso nas redes levou à gravação de um projeto audiovisual chamado Recordações. Com um vestido vermelho brilhante, Mainha gravou 12 sucessos românticos que já ultrapassam 4,5 milhões de reproduções em várias plataformas. Ela descreve a experiência de entrar no palco como algo surreal e impactante.

Além de conquistar fãs, a cantora também chamou a atenção de artistas renomados como Tierry, Maraisa e Silvanno Salles. Quando perguntada sobre com quem gostaria de fazer uma parceria, Mainha não hesita: “Leonardo, eu gosto muito dele”.

Fátima deixou a costura para trás e agora vive a rotina de Mainha, com aulas de canto, dança e ensaios com a banda para sua estreia nos palcos. Olhando para o passado e para o presente, ela ainda se sente uma “moleca” e quer fazer a nova geração dançar juntinho.

“Eu tenho 63 anos. Posso cantar até os 100, se Deus quiser. Não tem isso. É bom cantar, né? Melhor do que costurar”, reflete. “Eu ainda me sinto como uma menina, ainda não amadureci totalmente. Não tenho mentalidade de velhinha.”

Os clássicos da música romântica têm atraído muitos jovens na internet. Canções como Naquela Mesa, de Nelson Gonçalves, e Foi Tudo Culpa do Amor, de Odair José, marcaram a vida de Mainha, que agora as apresenta às novas gerações.

“É uma dança gostosa. Um casal dançando juntinho, sem muita agonia”, observa.

Mainha acredita que o diferencial está na cultura do brega e da música romântica. Ela explica que a dança a dois e o carinho entre o público são experiências nostálgicas que a nova geração está redescobrindo, também com a ajuda de sua música.

“Muitos acham bonito, mas não querem seguir ‘porque é cafona, isso não é música atual’. Nada é velho, existem coisas desatualizadas”, reflete. “A música antiga traz de volta a nostalgia, o saber viver a dois.”

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