Indústria brasileira enfrenta risco de taxação pelos EUA

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Maquinário industrial em operação representa a indústria brasileira na mira de possíveis tarifas dos EUA (Foto: Instagram)

A ameaça dos Estados Unidos de impor taxas sobre produtos brasileiros gera preocupação no setor produtivo nacional. Até o momento, a indústria é o setor mais exposto às possíveis restrições de exportação.

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O setor foi um dos primeiros a se manifestar publicamente sobre a possibilidade de nova taxação. Na última terça-feira (2/6), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) expressou sua preocupação com o tema em uma nota oficial.

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Os pontos levantados pelos EUA para a taxação incluem o comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, onde tribunais brasileiros teriam emitido ordens secretas para que empresas americanas de mídia social removessem certos conteúdos políticos e suspendessem perfis de residentes dos EUA. Além disso, os EUA criticam o Brasil por não adotar medidas suficientes contra a corrupção e por não proteger adequadamente a propriedade intelectual.

“A adoção de tarifas adicionais pode prejudicar tanto a indústria brasileira quanto o mercado americano. O momento pede diálogo e análise técnica. Estamos prontos para contribuir nas negociações”, declarou Ricardo Alban, presidente da CNI. O setor mais afetado deve incluir máquinas, equipamentos, autopeças, agroindústria e materiais intermediários como plásticos e alumínio.

Carlos Eduardo Oliveira Jr., presidente do Sindicato dos Economistas no Estado de São Paulo, destacou que o impacto da nova taxação será mais forte na indústria exportadora e em produtos manufaturados de maior valor agregado. Em contraste, setores como agronegócio básico e energia devem ser menos afetados.

Os dados de exportação do Brasil para os EUA em 2025 mostram que os produtos de maior participação foram semi-acabados, óleos brutos de petróleo e aeronaves. A proposta de taxação dos EUA isenta produtos agrícolas, minérios e metais preciosos, entre outros.

Os Estados Unidos consideram duas taxações sobre produtos brasileiros. O primeiro aumento de 25% é uma resposta a práticas consideradas “irrazoáveis” e está baseado na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A segunda medida, um acréscimo de 12,5%, se refere à falha do Brasil em proibir a importação de produtos feitos com trabalho forçado.

O governo brasileiro, em sua primeira manifestação oficial, emitiu uma nota afirmando que as medidas dos EUA têm caráter político e que as tarifas unilaterais prejudicam a economia nacional. Fontes do governo acreditam que é possível negociar para minimizar os efeitos das medidas.

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