
PT ajusta resposta a Flávio Bolsonaro e evita foco em facções criminosas (Foto: Instagram)
Enquanto a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foca em temas de segurança pública e crime organizado na corrida ao Palácio do Planalto, líderes do PT estão discutindo nos bastidores qual será a estratégia de resposta do partido.
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A discussão sobre facções criminosas ganhou mais destaque após os Estados Unidos incluírem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas estrangeiras. A decisão foi anunciada na sexta-feira (5/6), algumas semanas após a visita do parlamentar ao presidente Donald Trump.
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Membros da cúpula petista acreditam que um debate centrado em facções criminosas, como PCC e Comando Vermelho, tende a beneficiar os adversários. Por isso, defendem que a campanha evite fazer desse tema o foco principal da disputa eleitoral.
A orientação discutida internamente é concentrar esforços em pautas vistas como mais favoráveis ao governo, incluindo o chamado “tarifaço” dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, a defesa do Pix e o discurso de soberania nacional.
Quando o tema for segurança pública, a estratégia discutida por petistas é “lembrar dos amigos de Flávio”. A ideia é desviar o foco para Flávio Bolsonaro, principal nome da direita na disputa ao Palácio do Planalto.
A proposta é trazer à tona episódios que já causaram desgaste ao bolsonarismo, especialmente as supostas ligações de pessoas próximas à família Bolsonaro com milicianos do Rio de Janeiro, além da relação do parlamentar com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.



