
Girafas em vigilância na savana africana (Foto: Instagram)
Já imaginou enfrentar um dia exaustivo e ter somente 30 minutos para um descanso revigorante? Felizmente, isso não acontece com humanos, mas para as girafas, o período de repouso não ultrapassa meia hora. Essa curta duração tem uma explicação evolutiva, como tudo na natureza.
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Nas savanas africanas, habitat natural das girafas, o ambiente é repleto de predadores. Ao longo do tempo, o sono das girafas evoluiu para permitir que elas descansem sem comprometer a segurança.
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Não se trata de 30 minutos contínuos de sono. Na realidade, as girafas tiram cochilos breves ao longo do dia e da noite, totalizando cerca de meia hora. “Em situações de perigo, elas podem ficar ainda mais tempo sem dormir”, explica a bióloga Mara Marques, do Zoológico de São Paulo.
Além de dormirem pouco, as girafas preferem repousar em pé para facilitar a reação em caso de ameaça. Quando estão assim, encontram-se em um estado de sonolência leve. O sono profundo só ocorre quando estão deitadas, uma situação rara na natureza.
Em zoológicos, o comportamento muda. As girafas percebem que não há predadores e, por isso, são vistas deitadas com mais frequência, podendo dormir por períodos mais longos. “Sob cuidados humanos, elas experimentam estágios mais profundos de sono”, diz Mara.
O comportamento das girafas em manadas é marcado pela vigilância cooperativa. É raro que todos os adultos durmam ao mesmo tempo, já que um sempre está em alerta. Conforme envelhecem, o tempo de sono das girafas diminui, como explica a professora Morgana Bruno, da Universidade Católica de Brasília.
Mudanças no ambiente podem reduzir ainda mais o já fragmentado sono das girafas. Expansão agrícola, construção de estradas e ruído humano podem aumentar o estresse nesses animais, dificultando o descanso.
“Ambientes barulhentos ou com poluição luminosa impedem que as girafas relaxem o suficiente para dormir deitadas, resultando em privação crônica de sono REM”, afirma Morgana.
Especialistas alertam que o desmatamento nas áreas de vida das girafas pode forçá-las a caminhar mais em busca de alimento, aumentando o estresse e a vigilância, o que afeta a qualidade do sono, conclui Mara.



