As acusações de assédio contra Marcius Melhem voltaram a ser discutidas nas redes sociais após uma entrevista de Oscar Magrini. O ator expressou sua opinião sobre as diferenças entre denúncias feitas por homens e mulheres, afirmando que o humorista está provando sua inocência.
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O tema foi abordado no podcast Sobremesa TMC, quando Lucas Salles perguntou sobre a mudança de atmosfera nos Estúdios Globo, antigo Projac, após o caso ser revelado. Magrini então desabafou.
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“Nós, homens, já temos uma desvantagem em relação às mulheres porque, quando eu fazia o Ralf (de Rei do Gado), eu recebia cantadas, ligações, era assediado”, iniciou.
DIFERENÇAS ENTRE HOMENS E MULHERES
Ainda no programa, Oscar Magrini comentou: “Mas um homem assediado não pode reclamar ou pode? [Dizem] ‘ô gayzão, bichona’ porque a mulher passou a mão na minha bunda. Agora, se eu toco no ombro, dizem que eu agredi”, afirmou, antes de completar:
“O homem já começa com desvantagem de 10 a 0 para as mulheres. Até provar que não fiz nada, que ela agiu por raiva, já me prejudiquei. Se sou pai de família, já complicou; meu trabalho já complicou”, lamentou.
O CASO DE MARCIUS MELHEM
Em seguida, o ator comentou: “Foi o que aconteceu com meu colega Marcius Melhem. Por ele ser diretor na Globo, já começa em desvantagem. Se você tem uma bronca comigo, é sua palavra contra a minha”, disse.
E continuou: “Até eu provar que estou certo e você está errado, já aconteceu algo ruim na minha vida. E foi o que aconteceu com ele”, comentou.
No fim, ele garantiu: “E ele está provando que tudo foi mentira. Porque há conversas, prints e tudo mais. E agora, como fica? Sei que é difícil, e não é só na Globo, em qualquer lugar, a mulher fala algo e o homem já sai em desvantagem”, concluiu.
REVIRAVOLTA EM PROCESSO
O julgamento de Marcius Melhem, acusado por 8 mulheres de assédio sexual, teve uma nova reviravolta em outubro do ano passado. A defesa do ator obteve uma decisão favorável após a Justiça do Rio de Janeiro inicialmente rejeitar o pedido de arquivamento da denúncia.
A juíza Juliana Benevides decidiu prosseguir com o julgamento, discordando do Ministério Público (MPRJ). Porém, nessa terça-feira (28/10), a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro aceitou o habeas corpus que pede o trancamento da ação contra o humorista. Os detalhes foram revelados pela IstoÉ Gente.
O Ministério Público havia se posicionado a favor da rejeição da denúncia em primeira instância. Os desembargadores seguiram o entendimento do MP e consideraram inconsistentes os argumentos da juíza para prosseguir com a denúncia.
PROCESSO PARALISADO
Com isso, o processo permanece paralisado até nova manifestação da magistrada, que poderá acatar o parecer do MP ou refutar os argumentos para retomar o julgamento.
O caso de suposto assédio sexual veio à tona em outubro de 2020. O inquérito, que reúne mais de 2.400 páginas, envolve acusações de oito mulheres contra Melhem. Em agosto de 2023, a Justiça decidiu torná-lo réu em três denúncias.



