
Brasilienses enfrentam manhã gelada tomando café na praça durante recorde de frio no Centro-Sul (Foto: Instagram)
As regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, conhecidas como Centro-Sul, registraram temperaturas abaixo de 10°C, marcando um recorde de frio para 2026 nessas áreas. De acordo com o Climatempo, a expectativa é que o frio persista até a transição do outono para o inverno.
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Na madrugada de 7 de junho, o Sudeste brasileiro enfrentou um frio intenso, com temperaturas próximas ou abaixo de 10°C em todos os estados. O Centro-Oeste também sentiu o impacto, com Brasília e Goiás experimentando temperaturas baixas.
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O Metrópoles consultou meteorologistas para entender as causas desse frio intenso no Centro-Sul e quais cuidados são necessários durante essas condições climáticas extremas.
Wanderson Luiz, meteorologista da UFRJ, explica que a frente fria é causada por uma massa de ar frio e seco de origem polar, vinda da Antártica, que se desloca pelo Sul do Brasil e se espalha.
Vitor Takao, do Climatempo, detalha que o ar frio inicialmente afeta o Sul, mas se expande para outras regiões. “O frio se intensifica conforme a área de alta pressão associada à massa de ar polar avança, causando a queda acentuada nas temperaturas no Sudeste e Centro-Oeste”, disse.
PREVISÃO: CICLONES E CHUVA ATÍPICA ANTES DE NOVO FRIO
Nos próximos dias, o bloqueio de ar seco será rompido devido à formação de dois ciclones fracos na costa Sul.
O Climatempo informa que, embora os ciclones não tragam ventos fortes, eles empurrarão frentes frias que causarão chuvas atípicas em junho nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
Após essa instabilidade, uma nova e mais forte massa polar é esperada para a semana seguinte.
RISCOS À SAÚDE E CUIDADOS ESSENCIAIS
A combinação de frio e ar seco pode ser perigosa para a saúde. O pneumologista Ygor Mourão, do Hospital de Base de Brasília, alerta que o ressecamento da mucosa nasal aumenta a vulnerabilidade a infecções virais como Influenza e Covid-19, além de agravar condições como asma, rinite e DPOC.
Como medidas preventivas, Ygor Mourão recomenda cuidados especiais com a área nasal, como o uso de umidificadores, toalhas úmidas, manter os ambientes ventilados, evitar aglomerações, hidratação adequada e higiene pessoal.
O especialista também aconselha que pessoas com problemas respiratórios mantenham suas medicações em dia, devido à maior vulnerabilidade durante esse período.



