Servidora da SSP-DF é detida por tráfico de drogas com ecstasy em forma de abacaxi

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Apreensão de comprimidos de ecstasy em operação da SRD da 9ª DP (Lago Norte) (Foto: Instagram)

A prisão de uma servidora comissionada da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) por tráfico de drogas e associação ao tráfico gerou constrangimento na estrutura administrativa da secretaria responsável pela segurança da capital do país.

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Helloyza Monteiro de Paula, de 24 anos, que exercia a função de assessora técnica, foi presa em 14 de maio durante uma operação da Seção de Repressão às Drogas (SRD) da 9ª Delegacia de Polícia (Lago Norte).

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Embora a prisão tenha ocorrido semanas atrás, Helloyza ainda estava vinculada à SSP-DF até a última segunda-feira (8/6). A secretaria informou que, após ser notificada oficialmente, tomou as medidas administrativas necessárias e encaminhou o ato de exoneração, aguardando publicação no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).

De acordo com a investigação, Helloyza foi presa junto a Lucas Vieira Batista, identificado como traficante e alvo de denúncias. O casal foi abordado por policiais civis em uma via do Lago Norte, onde foi preso em flagrante.

Em nota, a SSP-DF esclareceu que Helloyza desempenhava funções de apoio administrativo interno, sem envolvimento em operações de segurança pública. A secretaria destacou que tomou conhecimento formal da prisão após comunicação das autoridades policiais e iniciou os procedimentos administrativos para seu desligamento.

Durante a abordagem, os agentes encontraram no carro dos suspeitos uma quantidade significativa de drogas prontas para venda. Foram apreendidos 218 comprimidos de ecstasy em formato de abacaxi e 24 porções de cocaína.

As investigações indicam que a dupla vendia drogas sintéticas e cocaína por meio de "delivery", entregando os entorpecentes diretamente aos compradores. A Polícia Civil destacou que a operação exigia logística e comunicação entre os envolvidos.

O material apreendido e a forma de atuação dos suspeitos reforçaram os indícios de continuidade na atividade criminosa. Apesar de Lucas não ter condenações anteriores, as circunstâncias observadas indicavam envolvimento habitual no tráfico.

No relatório à Justiça, a polícia destacou que a venda por "delivery", o uso de veículos, telefones de terceiros e múltiplos celulares evidenciavam uma estrutura organizada para o tráfico.

A SRD já recebia denúncias frequentes sobre Lucas Vieira Batista, que demonstrava prontidão para negociações de drogas, comportamento confirmado durante as diligências que levaram à prisão.

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