
Carlos Bolsonaro diz que pai sofre sonolência prolongada após uso de medicação mais forte (Foto: Instagram)
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) declarou neste sábado (13/6) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) começou a apresentar sonolência prolongada após o uso de medicamentos "mais fortes" para tratar problemas de saúde que, segundo ele, estão piorando.
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A declaração foi feita um dia após a defesa de Bolsonaro enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relatório médico que aponta uma "piora considerável" no quadro clínico do ex-presidente.
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O documento indica que o ex-presidente sofreu um "aumento de intensidade e frequências nas crises de soluço", o que exigiu doses adicionais de medicamentos, alcançando o "limite terapêutico de segurança". Condenado a mais de 27 anos de prisão por envolvimento em uma trama golpista, Bolsonaro cumpre pena em prisão domiciliar por decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes, que autorizou a medida para que ele se recupere de uma broncopneumonia.
Carlos Bolsonaro, em postagem nas redes sociais, mencionou ter visitado o pai na manhã deste sábado, mas conseguiu ficar com ele por apenas cinco minutos. Segundo o ex-vereador, o período de visitas autorizado por Moraes é das 8h às 10h, mas Bolsonaro permaneceu dormindo durante quase todo o tempo disponível.
"Devido aos fortes medicamentos que meu pai voltou a tomar para tentar amenizar os problemas de saúde que vêm se agravando, seu estado de sonolência se prolongou. Fui informado que ele não acordava, o que só aconteceu às 9h55. Pude vê-lo por apenas cinco minutos. Na segunda-feira, já retorno para Santa Catarina", escreveu Carlos Bolsonaro, que é pré-candidato ao Senado pelo estado. Na mesma publicação, ele também criticou as restrições de visitas impostas por Moraes. Carlos mencionou que o ministro autorizou que as filhas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitem o avô neste sábado, mas determinou que o encontro ocorra entre 11h e 13h. Segundo ele, a limitação impedirá que as netas assistam com Bolsonaro à estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026.
Carlos afirmou que medidas desse tipo "não são aplicadas nem a criminosos perigosos" e que as restrições contribuem para agravar o estado de saúde do ex-presidente.



