As mortes do cantor norte-americano Oliver Tree e do influenciador argentino Gaspar Prim Díaz, conhecido como Gaspi, chocaram o público. Além disso, levantaram uma questão pouco conhecida: como funciona o processo de repatriação de estrangeiros que falecem em outro país.
++ Nova tendência em IA permite criar conteúdo profissional em poucos minutos
O acidente que vitimou os famosos ocorreu na manhã de domingo (14/6), resultando em seis mortes. As autoridades brasileiras continuam a investigar as causas da colisão entre as aeronaves. Entre as vítimas estavam o artista Oliver Tree e Gaspar Prim Díaz, um dos influenciadores mais populares da Argentina.
++ Jovem mata o padrasto para defender a mãe e o inesperado acontece
Além do luto, as famílias enfrentam uma série de procedimentos burocráticos e diplomáticos para que seus entes queridos possam voltar ao país de origem.
De acordo com a especialista em repatriação internacional Sabryna Brizola, o processo exige uma série de autorizações e documentos emitidos por diferentes órgãos.
“Quando uma pessoa estrangeira falece fora do seu país, é necessário cumprir protocolos legais, sanitários e consulares. A família geralmente está vivendo um dos momentos mais difíceis de sua vida e, ao mesmo tempo, precisa lidar com procedimentos que muitas vezes desconhece completamente”, explicou.
A primeira etapa envolve a emissão da documentação brasileira, incluindo registro de óbito, liberações legais e autorizações para transporte internacional. Além da burocracia, os custos também costumam ser elevados.
“Muitas famílias são surpreendidas pelos valores envolvidos. Dependendo do destino, do tipo de transporte e das exigências sanitárias, os custos podem ser bastante significativos. Por isso, contar com orientação especializada faz toda a diferença para evitar atrasos e dificuldades adicionais”, disse.
A especialista destacou ainda que consulados e embaixadas desempenham papel fundamental durante todo o processo.
“As representações diplomáticas auxiliam na comunicação entre os países, orientam os familiares e ajudam na obtenção da documentação necessária. É um trabalho que exige coordenação entre diferentes instituições”, completou.



