
Senador Jaques Wagner durante repercussão de operação da PF (Foto: Instagram)
A bancada do PT no Senado divulgou, nesta quinta-feira (18/6), uma nota em apoio ao líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA), que é alvo de uma operação da Polícia Federal. A investigação está relacionada a fraudes envolvendo o Banco Master.
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No comunicado, os senadores do PT expressaram "plena confiança" na trajetória de Jaques Wagner. Eles também declararam apoio às investigações e afirmaram que o líder do governo "demonstrará, ao longo das apurações, a correção de sua conduta diante dos fatos investigados".
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“A bancada reafirma apoio às investigações em curso envolvendo o Banco Master e, ao mesmo tempo, defende o respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa. A sociedade brasileira tem o direito de conhecer a verdade: irregularidades ou crimes devem ser rigorosamente apurados, com a devida responsabilização de quem tenha cometido ilícitos”, diz a nota.
A manifestação foi divulgada horas após a Polícia Federal cumprir mandados autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra Jaques Wagner em Brasília e na Bahia.
Na decisão, o magistrado aponta suspeitas de que Jaques Wagner teria recebido “vantagens econômicas” em troca de atuações favoráveis aos interesses do banco no Congresso. Até o momento, Jaques não se pronunciou sobre as acusações.
Entre os benefícios citados pela PF estão um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador e repasses que somariam R$ 3,5 milhões a pessoas ligadas ao senador.
Segundo os investigadores, o elo entre o líder do governo e a instituição financeira era Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no banco.
Lima é apontado como o responsável por estruturar negócios de crédito consignado que impulsionaram o Master.
Documentos pelo banco de Vorcaro enviados ao Banco Central mostram que o crescimento dessas operações ocorreu por meio do Credcesta, um modelo de cartão consignado que nasceu na Bahia durante as gestões petistas ligadas a Jaques e ao ex-ministro Rui Costa e expandiu após a entrada de Augusto Lima no negócio.



