
Carla Zambelli aponta arma em via pública durante ato de protesto em São Paulo (Foto: Instagram)
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou à Advocacia-Geral da União (AGU) documentos para reforçar o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) para a Itália. O caso envolve a perseguição armada ocorrida em São Paulo.
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Em decisão proferida na noite desta terça-feira (23/6), Gilmar destacou que Zambelli foi condenada pelo plenário do Supremo por ampla maioria. O relator da ação penal também enfatizou que, caso a extradição seja aprovada, Zambelli cumprirá a pena em um estabelecimento prisional adequado.
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O envio das informações à AGU acontece pouco antes de a Corte de Cassação de Roma analisar, em 1º de julho, um segundo pedido de extradição da ex-deputada, relacionado à mesma condenação.
Anteriormente, a Corte italiana já havia se posicionado a favor da extradição de Zambelli, mas a ex-parlamentar recorreu da decisão.
Por fatos ocorridos antes das eleições de 2022, quando Zambelli ainda era deputada federal, ela foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com uso de arma.
Desde 22 de maio, Zambelli está em liberdade após a Justiça italiana negar outro pedido de extradição, relacionado à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pelo qual foi condenada a 10 anos e 8 meses de prisão.
CRÍTICAS A MORAES
Ao recusar o pedido de extradição referente à invasão dos sistemas do CNJ, a Justiça italiana mencionou uma suposta parcialidade do ministro Alexandre de Moraes, do STF, afirmando que ele atuou como “juiz e vítima” no caso.
“Diversos elementos surgiram, capazes de levantar dúvidas sobre a imparcialidade, sob o aspecto objetivo, do tribunal que emitiu a condenação da recorrente”, afirma a decisão.
De acordo com o documento, ao qual o Metrópoles teve acesso, a Corte italiana considerou que Moraes foi vítima da invasão hacker, citando o falso mandado de prisão inserido nos sistemas do CNJ em janeiro de 2023, além dos danos reputacionais decorrentes do episódio.







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