“Lesões e manchas roxas”: Tio confessa ter matado sobrinha de 4 anos e crime revolta web

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Nicolas Gabriel Almeida Staubus, de 22 anos, foi preso nesta quinta-feira (20), em Porto Alegre (RS), suspeito de matar a sobrinha, Samylle Valentina Borba Ramiro, de 4 anos. A criança morreu após apresentar politraumatismo, segundo o atestado de óbito, e a Polícia Civil informou que o tio confessou o crime.

Samylle foi levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na última segunda-feira (17), já sem vida. Durante o atendimento, a equipe médica identificou lesões pelo corpo e sinais que levantaram suspeita de violência sexual. A confirmação, porém, ainda depende da perícia.

A delegada Alice Fernandes, da 3ª Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, informou que o prontuário médico registrou indícios de possível abuso. “Segundo o prontuário, havia indicativo de abvso, porém isso só pode ser confirmado pela perícia, que ainda não foi concluida”, afirmou.

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De acordo com o depoimento da tia que levou a menina à unidade de saúde, ela havia chegado do trabalho quando encontrou Samylle saindo do banho. Nesse momento, percebeu que a criança apresentava lesões pelo corpo e questionou o companheiro, com quem discutiu.

Após a discussão, segundo a investigação, a menina foi para o quarto. Mais tarde, a tia teria encontrado Samylle deitada na cama e com espuma na boca. A criança foi então levada para atendimento médico.

A investigação também apontou que Samylle vivia com os tios e já era acompanhada pelo Conselho Tutelar. A menina e a irmã, de 9 anos, haviam sido afastadas dos pais em 2025 após suspeitas de violência sexual e encaminhadas aos cuidados dos avós maternos.

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Em julho deste ano, Samylle passou a morar com os tios após uma tutela provisória concedida pelo Conselho Tutelar.

Além da suspeita de violência sexual, os profissionais que atenderam a menina identificaram sinais compatíveis com possíveis agressões físicas. O caso segue sob investigação, e a perícia deverá esclarecer as circunstâncias da morte e verificar as suspeitas levantadas durante o atendimento médico.

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