A cantora Preta Gil, que faleceu no domingo (20/7) aos 50 anos, carrega em seu nome uma história singular e cheia de simbolismo. Nascida em 8 de agosto de 1974, no Rio de Janeiro, fruto do relacionamento entre o músico Gilberto Gil e Sandra Gadelha, Preta teve seu nome escolhido com carinho pelos pais. No entanto, ao chegar ao cartório para registrá-la, Gilberto Gil enfrentou resistência da funcionária, que estranhou o nome “Preta”.
O cantor relembrou em uma publicação de dezembro de 2021 que precisou argumentar com a funcionária, questionando por que nomes como Branca, Bianca ou Clara seriam aceitos, mas Preta não. Após a insistência de Gil, o nome foi aceito com uma condição: que fosse acrescentado um nome cristão. Assim, a cantora foi registrada como Preta Maria.
A própria artista contava essa história com bom humor, relembrando que o pai chegou a fazer um discurso no cartório em defesa da escolha. A exigência do nome cristão, segundo Preta, levou à combinação com “Maria”, tanto por imposição do tabelião quanto como uma homenagem à Mãe Divina.
A história do nome de Preta Gil transcende a burocracia do registro civil. Ela se tornou um símbolo de identidade, resistência e religiosidade, refletindo o orgulho da artista em carregar um nome que representa sua ancestralidade e a força de sua família. A escolha, inicialmente questionada, acabou se tornando uma marca registrada da cantora, que sempre honrou a decisão dos pais com afeto e firmeza.