O cantor MC Poze do Rodo se manifestou nas redes sociais em defesa do também rapper Oruam, após uma operação da Polícia Civil na residência deste último, localizada no Joá, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A ação ocorreu na segunda-feira (21/7) e gerou forte indignação por parte de Poze, que classificou a abordagem como “esculacho” e denunciou uma suposta perseguição a artistas do cenário do rap e do funk.
Em uma série de publicações no Instagram, Poze expressou revolta com a operação, afirmando que os artistas estão sendo alvos injustamente: “Não é possível que nada vai acontecer. Os caras tão esculachando nós a troco de nada”, declarou. O funkeiro, que também foi alvo recente de uma operação e chegou a ficar preso por cinco dias, compartilhou imagens que mostrariam policiais agredindo um dos detidos em frente à casa de Oruam. Ele alegou que o mesmo agente que o abordou anteriormente também teria participado da ação contra Oruam e seus amigos.
Poze reforçou que é necessário reagir à repressão, mas com cautela e sabedoria: “Vamos agir na sabedoria!! Algo tem que ser feito, nós não aguenta mais toda essa perseguição”, escreveu.
De acordo com a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), Oruam não era o alvo da operação. A ação visava apreender um adolescente suspeito de envolvimento com uma facção criminosa, que foi detido ao sair da casa do cantor. Durante a abordagem, Oruam e outras pessoas teriam reagido com pedras e ameaças, chegando a ferir um policial. A Polícia Civil informou que precisou entrar na residência para prender um dos envolvidos, que foi autuado por desacato, resistência qualificada, lesão corporal, ameaça, dano e associação para o tráfico.
O episódio reacende o debate sobre a relação entre artistas do funk e do rap com a criminalização de suas expressões culturais, além de levantar questionamentos sobre a conduta policial e o limite entre investigação e abuso de autoridade.