Homem que sequestrou menina de 13 anos surpreende ao revelar o motivo da criança querer fugir de casa

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Um homem de 19 anos preso após o desaparecimento de uma menina de 13 anos em Anápolis, Goiás, afirmou que decidiu levar a adolescente para casa depois de ouvir relatos sobre problemas familiares. A jovem foi encontrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (9), em um imóvel abandonado onde, segundo a corporação, permanecia trancada. O rapaz foi preso e prestou depoimento ao portal Anápolis Notícias.

Segundo o suspeito, os dois se conheceram pelas redes sociais depois que uma amiga os apresentou. A partir daí, passaram a conversar com frequência. Ele afirmou que a adolescente contou detalhes sobre a situação que vivia em casa e que isso teria influenciado sua decisão de ajudá-la. “A gente conversou bastante, nos conhecendo. Ela me falou sobre a vida dela. Ela me falou umas coisas e eu não queria que ela passasse a mesma coisa na minha vida”, declarou.

O jovem também afirmou que foi responsável por organizar a fuga. Segundo ele, a adolescente teria concordado com o plano e dado a ideia inicialmente. “O plano foi totalmente meu. Ela só teve de acordo com tudo e ela que deu a ideia. Só que aí eu só arquitetei e bolei tudo”, afirmou.

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Questionado sobre saber da gravidade da situação, o rapaz comparou o episódio a uma experiência que teria vivido aos 13 anos. “Sim, eu entendo isso. Da mesma forma que quando eu tinha 13 anos, meu sonho era poder sair de casa e fugir e ter a mesma oportunidade disso. Só que como eu não tive, eu tentei ajudar ela de alguma forma”, declarou.

Durante o depoimento, o suspeito também confirmou que manteve relação íntima com a adolescente. “Em nenhum momento, eu maltratei ela ou fiz algo que ela não quisesse. Todo momento eu respeitei e perguntei se ela realmente queria, se ela estava de acordo com isso”, disse.

Ele também afirmou que questionou a adolescente sobre a decisão de deixar a família. “Quanto à fuga, eu literalmente perguntei para ela umas cinco vezes: ‘Você realmente quer isso da sua vida?’. E ela sempre esteve de acordo”, pontuou.

De acordo com o Código Penal brasileiro, relações intimas ou qualquer ato libidinoso com menores de 14 anos configuram estupro de vulnerável, independentemente de consentimento ou de eventual relação amorosa entre as pessoas envolvidas.

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O homem também foi questionado sobre a informação de que teria alugado um imóvel para levar a adolescente. Ele negou que o local estivesse pronto para recebê-la e afirmou que cuidava da jovem enquanto ela permanecia em sua casa.

“Não, eu ia arrumar tudo certinho. Só que não deu certo, porque eu não tinha tempo suficiente. Ela estava na minha casa, eu cuidei dela, dei comida, fiz tudo, dei banho, cuidei literalmente 100% dela, dei atenção em tudo, não deixei ela passar mal nem nada do tipo”, respondeu.

A adolescente havia desaparecido antes de ser localizada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Segundo a investigação, ela estava em um imóvel abandonado e permanecia trancada no local.

Antes de deixar a residência, a menina fez uma transferência de R$ 10,49 via Pix para a conta da irmã. Ela também deixou uma carta de despedida para os familiares, na qual afirmou que partiria com a pessoa que amava e pediu que a família permitisse que ela vivesse como desejava.

Durante a investigação, também surgiram relatos de que o homem com quem a adolescente mantinha contato teria prometido levá-la para viver fora do Brasil.

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