
Paulo Skaf em evento da Fiesp em Brasília (Foto: Instagram)
Paulo Skaf, presidente da Fiesp e figura central no movimento anti-Supremo entre empresários, foi acusado de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral, conforme artigo 350 do Código Eleitoral. No entanto, a Justiça arquivou o caso devido à obtenção ilegal das provas.
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A Procuradoria Regional Eleitoral denunciou Skaf por supostamente receber propina por meio de caixa dois durante sua campanha ao governo de São Paulo em 2014. A Odebrecht teria transferido R$ 5,1 milhões a ele, a pedido de Benjamin Steinbruch, presidente da CSN, com compensação em contratos entre as empresas.
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O então ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, arquivou o caso, alegando que as provas foram obtidas de maneira ilegal. Isso não significa que o conteúdo dos sistemas era falso, mas que não havia garantias suficientes sobre a integridade e rastreabilidade das provas.
Skaf também tem ligação com o ex-presidente Jair Bolsonaro, o que adiciona um componente político à sua atuação para influenciar o julgamento de Alexandre de Moraes, do Supremo. Ele foi nomeado por Bolsonaro como membro titular do Conselho da República, junto com o general Augusto Heleno.
Sob a liderança de Skaf, a Fiesp encabeça um abaixo-assinado com entidades empresariais para pressionar o Supremo a deliberar sobre a crise envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. O movimento começou após o ministro André Mendonça divulgar conversas entre Daniel Vorcaro e Moraes, onde o banqueiro sugere uma relação promíscua com o ministro.
A coluna entrou em contato com a assessoria de Skaf, que informou que ele não se pronunciaria sobre o assunto.
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