
Dr. Harold Benjamin Aranibar mostra o braço imobilizado com pinos externos após ser baleado pela segunda vez no Rio de Janeiro. (Foto: Instagram)
O cirurgião vascular Harold Benjamin Aranibar, de 43 anos, compartilhou nas redes sociais que foi baleado pela segunda vez este ano em ataques no Rio de Janeiro. Ele estava em seu carro blindado, adquirido para aumentar sua segurança após um primeiro assalto à mão armada, mas acabou sendo novamente roubado e baleado.
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"Recentemente, na quarta-feira, fui mais uma vítima de assalto nesta selva que é o Rio de Janeiro. Mesmo com carro blindado, fui vítima de um golpe, bateram no retrovisor e, ao sair do trabalho, abri o vidro para consertá-lo, momento em que outro assaltante apareceu e me roubou, resultando em um tiro no braço", relatou o médico.
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O primeiro assalto ocorreu há quatro meses com outro carro que não era blindado. Na ocasião, os criminosos levaram celular, carteira e aliança. No segundo assalto, ocorrido na semana passada, Harold estava próximo ao Maracanã, na Zona Norte do Rio, voltando para casa por volta das 18h.
Segundo o médico, ele estava próximo a um semáforo quando um motociclista bateu no retrovisor do carro e o deslocou. O assaltante então parou no sinal vermelho, virou-se para ele e fez um gesto de desculpas. Harold sinalizou que estava tudo bem e abriu o vidro para ajustar o espelho.
Nesse momento, um segundo motociclista apareceu com outra pessoa na garupa e abordou o médico com uma arma, exigindo o celular. Assustado, Harold deixou o aparelho cair dentro do carro, o que teria irritado o criminoso, que disparou.
O tiro não foi fatal, mas atingiu o braço esquerdo do médico e fraturou o osso. No último domingo (20/9), Harold foi submetido a uma cirurgia para colocar pinos externos no osso e deve passar por outro procedimento em breve.
"O raio caiu duas vezes no mesmo lugar. Graças a Deus, minha mão ainda funciona. Dos piores cenários, este foi o menos grave. Vou me recuperar, mas pagamos IPTU, somos cidadãos de bem e esperamos segurança pública, onde está? Quando fui baleado, quem veio me ajudar? Ninguém. Estava eu e Deus, sozinho, dirigindo com uma mão, com o braço pendurado", desabafou.
O médico afirmou que pretende deixar o Rio de Janeiro por conta da insegurança.
A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil, que informou que a investigação está em andamento na 12ª DP (Copacabana). "Agentes estão buscando imagens de câmeras de segurança e realizando outras diligências para apurar os fatos", informou.







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