
Lula ao lado do ministro Alexandre de Moraes (Foto: Instagram)
Importantes membros do governo, próximos a Lula, criticam a comunicação da campanha e da gestão por não esclarecer a relação do presidente com Alexandre de Moraes. Eles acreditam que a falta de clareza permite que a crise do Supremo no caso Master também afete Lula.
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Um desses assessores destaca a diferença entre a relação institucional, necessária para a governabilidade, e a aproximação durante a reação ao golpe. Lula, Geraldo Alckmin e Moraes foram alvos de um plano de assassinato, criando uma "solidariedade situacional". Isso não significa uma relação de compadrio nem obriga Lula a defender Moraes diante das suspeitas.
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A campanha deveria também lembrar a trajetória política de Moraes. Ele foi secretário da Segurança Pública de São Paulo, filiado ao PSDB, e ministro da Justiça de Michel Temer. Temer, então vice-presidente, articulou o impeachment de Dilma Rousseff, aliada de Lula, e assumiu a presidência após sua destituição. Além disso, Moraes tem um histórico de posições conservadoras.
Outro exemplo é a rejeição pelo Senado da indicação de Jorge Messias ao Supremo. Para o assessor, essa derrota expõe uma contradição que a comunicação não explorou: se Lula tivesse uma aliança incondicional com o STF, não teria perdido a votação de um nome de sua confiança para a Corte. Foi o primeiro a ser rejeitado em 132 anos, inclusive com ajuda de integrantes do próprio Supremo.
A crítica é à falta de clareza ao tratar da crise: Lula precisa dialogar com o Supremo, mas a relação com Moraes diante da ameaça golpista não faz do presidente um aliado incondicional no caso Master.







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