
Lula e Flávio Bolsonaro durante atos de campanha pelas eleições de 2026 (Foto: Instagram)
Neste 4 de outubro de 2026, as expectativas não são animadoras para aqueles que temem o retorno da extrema-direita ao governo do Brasil, regime que esteve no poder de 2019 a 2022. Não será surpreendente se Flávio Bolsonaro, cujo pai foi condenado e encarcerado por tentativa de golpe, surgir das urnas como o candidato presidencial mais votado nesta eleição.
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Nas últimas 48 horas, muitos brasileiros que antes apoiavam Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema migraram para o lado de Flávio, na esperança de decidir a eleição já no primeiro turno. Além desses, parte dos eleitores indecisos também aderiu ao movimento conhecido como “voto útil”, já que os eleitores tendem a evitar votar em candidatos com poucas chances de vitória.
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Pesquisas internas da campanha do Partido dos Trabalhadores (PT) indicaram na quinta-feira (1º) que Lula abriu uma vantagem de 3 pontos sobre Flávio. Por isso, em uma entrevista a um podcast, Lula expressou confiança em sua reeleição no primeiro turno, embora tenha admitido que, se não fosse possível, “paciência”.
Desde o fim da ditadura militar em 1964, apenas Fernando Henrique Cardoso conseguiu vencer no primeiro turno, tanto em 1994 quanto em 1998, derrotando Lula com certa folga. Todos os presidentes que buscaram a reeleição foram bem-sucedidos, exceto Jair Bolsonaro. Lula corre o risco de se tornar o segundo a falhar nessa tentativa, algo que não estava em seus planos.
Até hoje, nenhum candidato que chegou ao segundo turno atrás do vencedor do primeiro conseguiu reverter o resultado. No entanto, sempre pode haver uma primeira vez. A eleição de 2014 serve como exemplo para quem se encontra em tal situação. Dilma Rousseff venceu o primeiro turno com 41,59% dos votos, mas a soma dos votos de Aécio Neves e Marina Silva alcançou 54,87%.
Para evitar que os votos de Marina migrassem para Aécio no segundo turno, Dilma alterou completamente sua estratégia de campanha, adotando uma postura mais agressiva. Conforme ela mesma afirmou um ano antes, “nós podemos fazer o diabo quando é a hora da eleição”. No primeiro turno, Marina foi o principal alvo de Dilma, enquanto no segundo, Aécio assumiu esse papel.
O resultado foi a reeleição de Dilma com 51,64% dos votos válidos, enquanto Aécio obteve 48,36%. Com exceção da eleição de 2022, essa foi a disputa mais acirrada da história.







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