Polícia Federal prende mãe e irmão de Oruam em operação no Rio

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A operação da Polícia Federal contra o monopólio do fornecimento de internet nos Complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão, no Rio de Janeiro, realizada na manhã desta segunda-feira (19/10), resultou na prisão da mãe e do irmão de Oruam, Márcia Gama e Lucas Santos Nepomuceno, gerando repercussão nas redes sociais.

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A corporação divulgou imagens da ação dos agentes, que cumpriram 23 mandados de prisão preventiva e 24 mandados de busca e apreensão em várias cidades do estado do Rio de Janeiro. Nas fotos e vídeos, as autoridades aparecem chegando a um dos locais em viaturas.

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Foi determinado o bloqueio de bens e valores em até R$ 558 milhões, abrangendo 40 pessoas físicas e 42 empresas, além da suspensão das atividades econômicas de diversas pessoas jurídicas, incluindo provedores de internet, produtoras de eventos, empresas de contabilidade e empresas de fachada usadas pelo grupo em atividades criminosas, conforme relatado na nota.

Na manhã desta segunda-feira, 19/10, a Polícia Federal deflagrou a Operação Backbone com o objetivo de desmantelar uma estrutura ligada a uma facção criminosa que, através do uso de armas e ameaças, impõe o monopólio do fornecimento de internet nos Complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão, no Rio de Janeiro, utilizando empresas provedoras para lavar os recursos obtidos com a atividade.

Na ação de hoje, policiais federais cumpriram 23 mandados de prisão preventiva e 24 mandados de busca e apreensão emitidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos municípios do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu/RJ, São João de Meriti/RJ, Teresópolis/RJ, Maricá/RJ e Magé/RJ. Parte dos mandados de prisão será cumprida no sistema prisional, inclusive em unidade do Sistema Penitenciário Federal.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) será notificada para a cassação das outorgas e a interrupção dos serviços de telecomunicações prestados por essas empresas, com a adoção de medidas para garantir a continuidade do serviço aos moradores das áreas afetadas.

De acordo com as investigações, traficantes armados cortam cabos e incendeiam caixas de distribuição de operadoras regulares e concorrentes, impedem reparos e forçam moradores e comerciantes a contratar a chamada “internet do tráfico”. Os provedores autorizados pela facção pagam mensalmente uma “tarifa” pelo direito de operar no território.

Registros contábeis da própria facção indicam que, em um único mês, a cobrança pelo serviço de internet representou mais de 40% de toda a arrecadação do grupo no Complexo da Penha. A exploração desse serviço público tornou-se uma das principais atividades lucrativas do crime organizado e fomenta a guerra pelo controle de territórios: cada comunidade dominada representa uma base de clientes cativos e uma nova fonte de receita para a facção.

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