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Condenado à morte no Tennessee tem 15 dias para decidir método de execução

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Harold Wayne Nichols deve escolher entre injeção letal ou cadeira elétrica para sua execução, marcada para dezembro. (Foto: Instagram)

O estado do Tennessee voltou ao centro das discussões sobre pena capital após o caso de Harold Wayne Nichols, sentenciado à morte em 1990 pelo estupro e assassinato de uma jovem universitária. Após 35 anos do crime, Nichols enfrenta uma escolha incomum: decidir como será executado.

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O crime aconteceu em 1988, quando Nichols invadiu a residência de Karen Pulley, de 21 anos, em Chattanooga. Ele a atacou brutalmente com um pedaço de madeira, causando fraturas no crânio e lesões cerebrais fatais. O caso causou grande comoção na comunidade local.

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Nichols foi preso em janeiro de 1989, depois que denúncias o ligaram a uma série de estupros em East Ridge. Durante o interrogatório, ele confessou em vídeo os crimes contra Karen Pulley e se declarou culpado por homicídio qualificado, estupro agravado e invasão de domicílio.

Embora tenha sido condenado à morte em 1990, sua execução foi adiada diversas vezes. Em 2020, ele optou pela cadeira elétrica, mas a pandemia de COVID-19 suspendeu o processo. Com nova data marcada para 11 de dezembro, ele deve agora escolher entre a eletrocussão ou a injeção letal, método padrão do estado. Se não manifestar preferência, será executado por injeção letal.

No Tennessee, apenas condenados antes de 1999 podem optar pela cadeira elétrica, um método usado apenas cinco vezes na última década, tornando-se uma alternativa rara e polêmica.

O histórico psicológico de Nichols também foi analisado em tribunal. O psicólogo Eric Engum o descreveu como alguém com inteligência acima da média e boa articulação verbal. Ele foi diagnosticado com transtorno explosivo intermitente, caracterizado por episódios de agressividade incontrolável.

Segundo Engum, fatores como traumas na infância e um ambiente familiar abusivo contribuíram para o comportamento de Nichols. Apesar disso, o especialista destacou que ele não apresenta traços de psicopatia e demonstrou remorso pelos crimes cometidos.

A avaliação concluiu que Nichols se adaptaria bem ao ambiente prisional, mas poderia voltar a apresentar condutas destrutivas caso fosse libertado.

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