O que ministro mineiro de Lula diz sobre virada histórica em Minas Gerais

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Lula virou o resultado em Minas Gerais no segundo turno e venceu por 50,43% a 49,57%. (Foto: Instagram)

A jovem democracia brasileira tem quebrado um tabu após o outro. No domingo (25/10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou mais um feito inédito ao virar a eleição no 2° turno. Ainda assim, segue intacta a máxima de que “quem ganha em Minas Gerais, ganha no Brasil”.

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD-MG), explicou à coluna o que permitiu ao petista conquistar mais uma vitória no “swing state” brasileiro — expressão usada nas eleições americanas para designar estados em que os eleitores migram de espectro político e que costumam definir o resultado eleitoral.

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Entre os motivos citados pelo ministro está o fato de muitos eleitores mineiros não terem comparecido às urnas no primeiro turno. Outro fator foi a relevância de Lula nas relações internacionais.

“Eu tive o prazer de viajar para 29 países com o presidente Lula e pude ver de perto como ele é respeitado no exterior”, disse Silveira. “Os mineiros perceberam o risco da incapacidade do multilateralismo no outro governo”, acrescentou o ministro.

O debate sobre minerais críticos e a relação de estrangeiros com terras raras esteve presente em boa parte da campanha. O tema é de grande interesse para o setor produtivo mineiro, que reúne boa parte das mineradoras do país.

A VIRADA EM MINAS

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) obteve 48,24% contra 43,32% de Lula em Minas Gerais.

Belo Horizonte foi uma das capitais escolhidas por Lula para realizar um ato político na quarta-feira anterior à votação.

Minas Gerais é o estado com o maior número de cidades em que Lula virou o resultado no segundo turno. Na primeira rodada, o petista perdeu em 76 cidades que venceu no domingo.

No segundo turno, Lula alcançou 50,43% contra 49,57% do primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Tags: Lula, Minas Gerais, Alexandre Silveira, Flávio Bolsonaro

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