Durante o Prêmio Potências 2025, onde foi homenageado como Ator do Ano, o cantor e ator Seu Jorge voltou a falar sobre a polêmica envolvendo o nome de seu filho mais novo, Samba, fruto de seu relacionamento com Karina Barbieri. O artista relembrou o episódio de 2023, quando enfrentou dificuldades burocráticas para registrar a criança com o nome escolhido, sendo necessário recorrer à Justiça para garantir o direito.
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Em entrevista à revista Quem, Seu Jorge explicou que a escolha do nome foi uma forma de homenagear suas raízes africanas. Segundo ele, o nome Samba é carregado de significado cultural e espiritual, aproximando-o de sua ancestralidade. O cantor destacou ainda que o nome nunca havia sido registrado oficialmente no Brasil, o que pode ter contribuído para a resistência inicial do cartório.
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O artista também mencionou outros casos semelhantes, como o do cantor Gilberto Gil, que enfrentou dificuldades ao tentar registrar a filha com o nome Preta. Para ele, é importante que nomes como Samba, Preta e Benin passem a ser mais comuns, como forma de valorização da identidade negra e da diversidade cultural.
Além disso, Seu Jorge compartilhou uma experiência marcante ao trabalhar com um jovem chamado Benin, o que o levou a refletir sobre o simbolismo do nome e a importância do país africano na história afro-brasileira. Ele celebrou a recente decisão do governo de Benin, que em 2024 passou a conceder cidadania a afrodescendentes brasileiros.
O presidente de Benin, Patrice Talon, foi o responsável por anunciar a medida, que reforça os laços históricos entre o país e o Brasil. Para Seu Jorge, essa iniciativa representa uma reconexão com as origens e uma forma de celebrar conquistas. “Temos muitas vitórias. Podemos nos reconhecer também nas realizações, não só na dor”, afirmou o artista.

