Cartões de policiais penais foram usados por funcionário da Papuda em tabacaria do DF

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Suspeito de furtar cartões de policiais penais teria feito compras em uma tabacaria do DF. (Foto: Instagram)

A coluna Na Mira apurou que o funcionário terceirizado suspeito de furtar cartões bancários de policiais penais na Penitenciária do Distrito Federal II (PDF II), no Complexo da Papuda, usou os cartões para fazer várias compras em uma tabacaria do DF. O valor total das transações e o nome e endereço do estabelecimento não foram informados.

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O suspeito, de 20 anos, foi levado à 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião) na quinta-feira (29/10), onde confessou os furtos e afirmou que fazia compras por aproximação. Ao todo, a polícia recuperou 22 cartões bancários de, pelo menos, 14 vítimas.

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De acordo com o delegado Thiago Peralva, da 30ª DP, as compras feitas pelo investigado tinham valores entre R$ 150 e R$ 250. “Ele comprou mais de uma vez na mesma tabacaria”, confirma Peralva.

Agora, a delegacia investiga se os responsáveis pelo comércio têm participação no crime. “Vamos investigar se há envolvimento de alguém do estabelecimento, porque, na verdade, pode ser uma simulação de compra: ele podia estar efetuando a compra, mas recebendo uma parte em dinheiro”, afirmou Peralva.

ENTENDA O CASO

  • O funcionário terceirizado aproveitava o acesso aos alojamentos da unidade prisional, onde os policiais penais deixavam suas carteiras durante os plantões, para furtar cartões bancários sem que os servidores percebessem;
  • A investigação começou depois que policiais penais perceberam o desaparecimento dos cartões e encontraram compras e tentativas de transações que não reconheciam;
  • Em 26 de outubro, pelo menos três servidores tiveram cartões usados no mesmo dia, em horários próximos e no mesmo estabelecimento comercial. Os investigadores também encontraram registros de casos semelhantes desde o início de setembro;
  • Após cruzarem informações, policiais da Seção de Investigação Geral (SIG) da 30ª DP, junto com a Polícia Penal, identificaram o funcionário terceirizado de 20 anos.

CONFISSÃO

Na quinta-feira (29/10), o investigado foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos e admitiu os furtos. Em seguida, foi liberado porque, segundo a PCDF, não havia situação de flagrante. O celular dele foi apreendido e será periciado.

No início, a investigação apontou três vítimas, mas algumas pessoas pensavam que haviam perdido os cartões e não suspeitavam de furto. Os demais donos dos cartões recuperados ainda serão ouvidos.

O caso é investigado como furto qualificado por abuso de confiança e fraude.

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Tags: cartão de crédito, Furto, PCDF, policiais, São Sebastião

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