Em luta contra câncer, Tony Bellotto desabafa: “Gostaria de continuar vivo”

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Tony Bellotto abriu o coração ao falar sobre o futuro após enfrentar um diagnóstico de câncer de pâncreas.

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Aos 66 anos, o guitarrista dos Titãs e escritor revelou que sua principal expectativa para os próximos anos é continuar vivo.

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Em entrevista ao jornal O Globo, divulgada nesta quinta-feira (5/11), o marido da atriz Malu Mader, de 60 anos, contou que tem procurado aproveitar a rotina e manter suas atividades, apesar dos desafios impostos pela doença.

> “Nos próximos anos, primeiro eu gostaria de continuar vivo. Isso será suficiente. Vou saber aproveitar a vida como estou sabendo agora. Fazendo minhas coisas, fazendo música, escrevendo, me divertindo. E é isso. Ficar vivo, esse é o meu objetivo”, disse.

A DESCOBERTA DO CÂNCER

A descoberta do tumor ocorreu em março de 2025, durante a realização de exames de rotina. Desde então, Bellotto passou por uma cirurgia e continuou os cuidados médicos, incluindo sessões de quimioterapia.

Ao recordar o impacto da notícia, o músico explicou que a experiência mudou profundamente sua maneira de compreender a própria existência. A proximidade com a possibilidade da morte, segundo ele, provocou uma transformação imediata na forma de enxergar o cotidiano.

> “Um diagnóstico de câncer e, no meu caso, de um tão grave quanto o de pâncreas muda totalmente a sua visão de vida. É instantâneo, quase como entrar em outra dimensão. Você enxerga a finitude de forma palpável, sólida, à sua frente, e precisa lidar com tudo o que vai acontecendo.”

ENSINAMENTOS

Bellotto também contou que passou a adotar uma postura mais voltada ao presente, inspirada em ensinamentos de tradições orientais, como o budismo chinês e tibetano.

“No meu caso, isso se aproximou muito mais de uma visão, digamos, zen da vida. Como ensinam os velhos monges chineses e tibetanos, você tem que encarar, a cada dia e a cada momento, a realidade que tem e lidar com ela. É uma mudança bastante radical”.

A gravidade da doença também chama atenção pelos índices de sobrevivência. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos, aproximadamente 13% dos pacientes diagnosticados com câncer de pâncreas permanecem vivos cinco anos após a identificação da enfermidade.

A baixa taxa está relacionada, entre outros fatores, à dificuldade de detectar o tumor precocemente, já que os sintomas costumam ser pouco perceptíveis nas fases iniciais.

Nesta semana, o músico participa do XXVII Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica, realizado pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), no Rio de Janeiro. Durante o encontro, ele compartilhará sua experiência com a doença diante de milhares de profissionais da área médica.

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Tags: câncer, cantor

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