
Entrada coberta do bar Constellation em Crans-Montana após o incêndio (Foto: Instagram)
O número de feridos no incêndio que atingiu o bar Constellation, em Crans-Montana, subiu para 119, segundo as autoridades cantonais do Valais. Ao menos 40 pessoas morreram na tragédia, considerada uma das mais graves já registradas no país.
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Dos 119 feridos, 113 já foram identificados. A maioria das vítimas é composta por adolescentes e jovens adultos na faixa dos 25 anos.
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O chefe de polícia do Valais, Frédéric Gisler, afirmou que o trabalho de identificação dos corpos segue “incansavelmente” e é a prioridade absoluta da polícia cantonal.
Muitas vítimas ficaram carbonizadas, o que torna o reconhecimento mais lento, segundo a procuradora-chefe de Valais, Beatrice Pilloud. Ela ressaltou que ainda não se sabe ao certo quantas pessoas estavam dentro do bar. Cerca de 50 feridos serão levados a hospitais na França, Itália, Alemanha, Bélgica e Polônia até domingo (4/1), informou o Escritório Federal de Proteção Civil (FOCP).
O fogo teve início na madrugada de 1º de janeiro, durante festa de Ano Novo em parte do complexo de esqui de Crans-Montana. Testemunhas relataram uma explosão antes das chamas se alastrarem rapidamente. Conforme a procuradora Pilloud, velas de faíscas colocadas em garrafas de champanhe teriam alcançado o teto e dado origem ao incêndio.
As próximas etapas da investigação vão avaliar materiais usados no bar, licenças de funcionamento e medidas de segurança, incluindo extintores, saídas de emergência e capacidade do local. Há possibilidade de processos criminais.
O fogo começou por volta de 1h30 no horário local (20h30 de quarta, em Brasília) e tomou o teto de madeira em segundos, dificultando a fuga. “Não se via nada, só havia uma porta de 1,50 metro para 200 ou 300 pessoas. As pessoas caíam, se asfixiavam”, relatou Axel, sobrevivente da tragédia.
Moradores e frequentadores ajudaram a socorrer vítimas e improvisaram atendimentos em estabelecimentos vizinhos. Uma força-tarefa foi montada, canais oficiais foram abertos para assistência às famílias e depoimentos já foram recolhidos. A presidente da Suíça, Guy Parmelin, classificou o incêndio como uma das piores tragédias do país.

