
Motociclistas passam pela BR-174 em Pacaraima, com fumaça ao fundo em meio às tensões na fronteira Brasil–Venezuela. (Foto: Instagram)
Em meio ao aumento das tensões na Venezuela após a ofensiva militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro, o Exército Brasileiro divulgou um vídeo oficial informando que os brasileiros que estão no país vizinho podem retornar em segurança pelo posto de Pacaraima, em Roraima. A ação integra a Operação Acolhida, criada em 2018 para gerir o fluxo de migrantes, e, segundo a corporação, não há registros de desordem, risco iminente ou impacto que justifique alerta à população local.
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No comunicado, o Exército ressalta que a situação na fronteira segue sob controle, mesmo após a Venezuela anunciar o fechamento unilateral da passagem. “O cenário na fronteira com o Brasil permanece estável. O fluxo de pessoas em Pacaraima encontra-se normalizado, ordenado e seguro. Brasileiros que estão na Venezuela estão autorizados a voltar ao país. O movimento segue tranquilo, dentro da normalidade observada inclusive em fins de semana”, afirma a militar que aparece na gravação.
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O Exército também comunica que vai publicar atualizações oficiais conforme os acontecimentos. Fontes do governo federal e das Forças Armadas disseram ao Metrópoles que o efetivo da Operação Acolhida deve ser reforçado nos próximos dias de forma preventiva, diante da possibilidade de chegada maior de venezuelanos após a suposta captura de Nicolás Maduro pelos EUA. Ainda assim, os militares garantem que a região já conta com patrulhamento constante e que o reforço não interromperá a rotina.
A Polícia Federal acompanha em tempo integral a movimentação na fronteira. Segundo o diretor-geral Andrei Rodrigues, apenas o lado venezuelano suspendeu o trânsito. “Nosso adido policial e o adido adjunto estão na Embaixada em Caracas, colhendo informações para assessorar a embaixadora. Por enquanto, todos estão em segurança. A Venezuela fechou a fronteira. O Brasil, não.” A PF mantém diálogo direto com o Itamaraty e as Forças Armadas.
O ataque dos EUA à Venezuela, confirmado pelo presidente Donald Trump, elevou a tensão regional. Trump afirmou que Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores foram capturados e removidos do país, episódio qualificado pelos venezuelanos como “agressão imperialista” com estado de emergência decretado em seguida. A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, declarou que Maduro responderá por narcoterrorismo e tráfico internacional.

