
Nicolás Maduro discursa em ato oficial na Venezuela (Foto: Instagram)
O chanceler da Venezuela, Yván Gil, reagiu a uma publicação do presidente da França, Emmanuel Macron, e classificou as declarações como uma “intromissão inadmissível” nos assuntos internos do país. O líder francês afirmou que Edmundo González, derrotado por Nicolás Maduro na última eleição, deveria conduzir a transição conduzida pelos Estados Unidos.
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Em nota oficial, Gil repudiou as falas de Macron, que escreveu na rede social X que “o povo venezuelano está hoje libertado da ditadura de Nicolás Maduro e não pode senão celebrar”, e declarou que a França pode apoiar um processo de transição política na Venezuela.
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Em comunicado, Gil afirmou: “A República Bolivariana da Venezuela rejeita da forma mais enérgica possível as declarações insolentes emitidas pelo Presidente da República Francesa, Emmanuel Macron, as quais constituem uma ingerência inadmissível nos assuntos internos de um Estado soberano e uma demonstração de profundo desconhecimento da realidade política, institucional e social do país”.
O texto acrescenta: “O povo venezuelano exerce plenamente sua soberania, conta com seu Presidente constitucional, Nicolás Maduro Moros, com suas instituições legítimas, com seus recursos naturais e com um governo que emana da vontade popular e da ordem constitucional”.
Gil destacou ainda que, em razão das declarações de Macron, o governo venezuelano tomará as ações diplomáticas que considerar pertinentes na avaliação das relações com a França.
A manifestação de Macron acontece em meio ao processo de transição política na Venezuela, após a saída de Maduro do poder, encerrando um ciclo de quase 27 anos de governos chavistas.
O presidente Donald Trump disse neste sábado (3/1) que os Estados Unidos vão administrar a Venezuela após a captura de Nicolás Maduro até a efetivação da transição do governo. Ele também ressaltou que controlará as reservas de petróleo do país, durante coletiva em Mar-a-Lago sobre o ataque norte-americano ao território venezuelano.
“Hoje de madrugada, sob minha direção, os Estados Unidos, através de suas Forças Armadas, conduziram uma operação militar extraordinária na capital da Venezuela. O poder militar americano por terra e pelo mar foi usado para lançar um ataque espetacular. […] toda a capacidade militar venezuelana ficou sem poder”, declarou o presidente Donald Trump.

